Descrição
'Toda a identidade do estado está representada aqui', é o que diz Carminha Lins, representante do Sesc e coordenadora do Palco de Cultura Popular, montado no centro da cidade, no 18º Festival de Inverno de Garanhuns. Este é o segundo ano em que o espaço de cultura recebe o apoio do Sesc e da Rede Globo.
Diariamente, cerca de cinco grupos culturais tradicionais se apresentam no palco, montado na Avenida Santo Antônio. Quem vai ao centro da cidade em busca do comércio, não vai embora sem antes parar para conferir os ritmos que passam por lá.
Nesta terça-feira, foi o Reisado do Mestre Jaime que abriu as atividades do espaço. Também chamado de Folia de Reis, o Reisado é um folguedo folclórico que tem tradição no período natalino, em comemoração ao nascimento de Jesus Cristo. A banda com pandeiro, triângulo, violão e zabumba acompanhava o festejo.
Em seguida, foi a vez do Mestre Juarez levar o coco do Quilombo de Timbó, em Iratama, distrito de Garanhuns. Tradicional na terra, o grupo começou há mais de 170 anos, com o avô de Mestre Juarez, mestre Augusto Bertoldo.
Diante do palco, uma multidão acompanha impressionada cada apresentação. Dançando, Seu Antônio Paulo da Silva frequenta todos os dias os shows desse espaço. Morador de Garanhuns, ele faz questão de dizer que adora o palco porque traz 'alegria para a cidade'. Do auge dos 81 anos, Seu Antônio, como tantos outros moradores da cidade vê sua rotina se modificar completamente durante os dez dias do festival.
Trinta e cinco grupos terão passado pelo Palco de Cultura Popular, até o final da semana. Nesta terça-feira, ainda esteve presente o Coco de Tebei, do município de Tacaratu, a 5 horas de Garanhuns, no sertão de Itaparica. O coco de tebei é uma manifestação cultural utilizada tradicionalmente para pisar o chão de barro batido de casas recém-construídas. Com 13 componentes, as músicas são cantadas pelas vozes de três mulheres da comunidade e o compasso do ritmo vem das batidas dos pés de dez dançarinos.
'Grupo Cultural Indígena Fetxhá da Tribo Funiô', anunciou o mestre griô da Cultura Viva, pelo Ministério da Educação, o índio Martinho, que há 20 anos apresenta com o grupo, os rituais de dança e canto indígenas. No show de Garanhuns, eles prepararam um repertório de samba de coco de embolada, com músicas de composição própria.
Para finalizar a programação do dia, foi a vez do Cavalo Marinho Estrela Brilhante do Condado, criado há apenas quatro anos, mas com um mestre rabequeiro com mais de 40 anos de experiência.
O grupo foi o homenageado do dia, num palco que também presta sua homenagem ao cirandeiro Antônio Baracho, reconhecido como o Rei da Ciranda, autor da famosa música Ciranda de Lia, em homenagem a Lia de Itamaracá. Há 20 anos, Baracho morria deixando um legado como compositor e poeta popular tardiamente reconhecido na cultura pernambucana. No último sábado (19), foram as filhas de Baracho que subiram ao palco da Cultura Popular para prestar sua homenagem ao pai.
AMANHÃ - Quem se apresenta no palco popular, amanhã, são os grupos Os Quentes do Forró, Célia Coquista, Ciranda Mimosa e Maracatu de Baque Solto Leão Cultural. Os shows começam a partir das 11.
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