Descrição
O Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC USP) possui um dos mais importantes acervos de arte moderna e contemporânea da América Latina. Ao longo dos seus 45 anos de história, reuniu cerca de 10 mil obras de artistas consagrados mundialmente, como Picasso, Miró, Matisse, além de importantes nomes da arte brasileira como Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Iberê Camargo, Milton Dacosta, Cildo Meireles e João Câmara. De 14 a 21 de setembro, parte deste acervo estará exposto no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe), na exposição Arte Brasileira no Acervo MAC USP, com curadoria de Lisbeth Rebollo Gonçalves, diretora da instituição paulista.
Ouça aqui entrevista com a diretora do Museu do Estado, Margot Monteiro.
Serão 76 obras que levarão o público a um passeio pela história da produção artística do Brasil. Dividida em quatro núcleos, a exposição tem início com Modernismo e Seus Desdobramentos, reunindo trabalhos de artistas que foram fundamentais para a consolidação do movimento durante a década de 20. Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Victor Brecheret, Antonio Gomide, Vincente do Rego Monteiro, Ismael Nery, Lasar Segall e Flávio de Carvalho são os nomes que representam essa época. A obra Torso/Ritmo (1925/1916) de Anita Malfatti, que também integra a mostra, é uma das precursoras desse tipo de arte no país, e foi apresentada pela primeira vez em exposição realizada cinco anos antes da primeira Semana de Arte Moderna Brasileira.
Seguindo a ruptura que a arte posterior ao modernismo veio trazer à arte brasileira, o segundo núcleo da exposição, Tendências Abstratas. Estão presentes no acervo da exposição obras de Antonio Bandeira, Sheila Brannigan, Iberê Camargo, Milton Dacosta, Mario Cravo Jr. Danilo Di Prete, Arnaldo Ferrari, Arcângelo Ianelli, Manabu Mabe, Felícia Leirner, Frans Krajcberg e Yolanda Mohalyi. Neste núcleo ainda podem ser apreciadas obras construtivistas dos artistas Geraldo de Barros, Lothar Charoux, Jandira Waters, Judith Lauand e Willys de Castro.
No terceiro módulo, Impactos da Nova Figuração, a produção de meados dos anos 60 e 70 apresenta as transformações vividas no plano artístico, com o aparecimento de obras que redefiniriam conceitos, inovariam a linguagem. Aparecem obras de José Roberto Aguilar, Rubens Gerchman, Antonio Henrique Amaral, Humberto Espíndola, Duke Lee e de João Câmara, que marca presença com a obra Uma Confissão, de 1971. No campo da arte conceitual Luiz Paulo Baravelli e Cildo Meirelles apresentam, respectivamente, os quadros Estudo para a Construção de São Paulo, obra finalizada em 1970 e Espaços Virtuais-Cantos, de 1973.
Para fechar a exposição, o núcleo Caminhos da Arte Contemporânea faz um apanhado das mostras Jovem Arte Contemporânea, realizadas entre 1967 e 1974, trazendo os trabalhos de José Alberto Nemer, Carmela Gross, Maria Cecília Andrade, Aieto Manetti Neto e Paulo Herkenhoff, artistas que renovaram a linguagem artística brasileira.
Ao longo de 80 anos, o Museu do Estado de Pernambuco abrigou exposições e mostras relevantes, sempre com o objetivo de aproximar a arte do público pernambucano. Em um momento em que o próprio conceito de arte é constantemente contestado pelos artistas e a comunicação entre obra e público vive conflitos, o Mepe abre suas portas para fazer esse trajeto de retomada da produção artística brasileira no último século. Reviver esse percurso é fundamental para quem quer entender mais a arte que vivemos hoje em dia.
A exposição ocupa o Espaço Cícero Dias, no 1º andar no Mepe. O museu fica na Avenida Rui Barbosa, 960, Graças, aberto de terças a sextas-feiras das 9h às 17h e das 14h às 17h, aos sábados e domingos.
SERVIÇO:
Mostra Arte Brasileira no Acervo MAC USP
De 14 de agosto a 21 de setembro
Horário: terças a sextas-feiras: 9h às 17h; sábados e domingos: 14h às 17h
Local: Museu do Estado de Pernambuco – Avenida Rui Barbosa, 960, Graças.
Entrada Franca
Sistema de Origem
Fundarpe
Coletivo
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A partir desta quinta-feira (14), pernambucanos terão a oportunidade de conferir 76 obras dos mais importantes nomes das artes plásticas no Brasil. Mostra segue até dia 21 de setembro
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Joana Pires
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