Descrição
Nascido no sertão de Salgueiro, Raimundo Carreiro afirma que existe no Brasil uma produção literária muito tagarela. Em seus escritos, por outro lado, persevera um silêncio sertanejo de quem acredita que 'a literatura está num abismo entre uma palavra e a outra'. Nesta quinta-feira (21), o escritor estará no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe) comentando os caminhos da produção literária atual, na palestra Desafios do Romance Contemporâneo.
O convite da Sociedade dos Amigos do Museu do Estado de Pernambuco, organizadores do evento, não foi à toa. Carreiro é um dos escritores nordestinos mais reconhecidos nacionalmente, tendo recebido os mais importantes prêmios literários do país: o Jabuti pelo livro de contos As Sombrias Ruínas da Alma (1999) e os prêmios Machado de Assis e APCA pelo romance Somos Pedras que se Consomem (1995).
O encontro, realizado mensalmente, tem o objetivo de estreitar o contato entre o Museu do Estado e o público interessado em arte. Já estiveram presentes em edições anteriores os artistas plásticos João Câmara, José Carlos Viana e Gilvan Samico e a escritora Luzilá Gonçalves. 'Raimundo é um nome de importância nacional, que ultrapassou barreiras físicas com sua literatura. A presença de um artista como ele no Museu, fez com que o espaço continue vivo, servindo à sociedade', diz Marta Brito Alves, vice-diretora da Soc. dos Amigos do Mepe.
Ainda este ano participarão da iniciativa a designer de jóias Clementina Duarte e o escritor Ariano Suassuna, que encerrá o ciclo de palestra de 2008, em dezembro. Nesta quinta-feira, o evento será realizado no Auditório do Mepe, às 19h30. O Museu fica na Av.Rui Barbosa, nº 960, no bairro das Graças. A entrada é franca.
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Palestra promovida pela Sociedade dos Amigos do Museu do Estado de Pernambuco acontece na próxima quinta, 21. O evento é aberto ao público.
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