Descrição
A realização da TEIA 2007 conta com patrocínio e diversos tipos de apoio da Petrobras, da Fundação Vale do Rio Doce, da Fiat e de parceiros como a Usiminas, o Sesc, e os governos municipal, estadual e federal. Além do suporte financeiro e logístico, fundamental para permitir a constituição de projetos como a Mostra Arte Viva e o Fórum Nacional dos Pontos de Cultura, algumas dessas empresas participam do encontro com espaços elaborados por elas mesmas.
Dois destes apoiadores, justamente os que desenvolverão espaços paralelos à TEIA, entram neste caldo de tudo e para todos com a experiência acumulada em diversos projetos, inclusive alguns desenvolvidos por Pontos de Cultura: são eles a Petrobras e a Companhia Vale do Rio Doce.
Integrada nos espaços da TEIA, em especial o Conversê e a Serraria Souza Pinto, em que atuam articulando discussões entre pontos e entre pontos e gestores e apresentando iniciativas de economia solidária, as ações da Fundação Vale buscarão, de acordo com sua comunicação institucional:
- aproximar o entendimento de políticas públicas culturais, em especial o PAC Cultural;
- apresentar o programa como referência em formação de rede para criação de parcerias para o fomento à cultura e a geração de renda;
- procurar caminhos que facilitem a formação de Pontos de Cultura no território abrangido pelo programa da companhia;
- entender e lançar ações do programa como potenciais de Pontos de Cultura;
- realizar um intercâmbio de conhecimentos e parcerias com entidades e Pontos de Cultura em música, artes cênicas, artesanato, cinema e vídeo e outros;
- divulgar e vender artesanato e produtos de outros segmentos produzidos pelas entidades assistidas pela companhia.
Essas ações, porém, não estarão isoladas. De acordo com Andréia Gama, coordenadora de territórios na Fundação Vale, além de diversos projetos apoiados serem hoje PCs, o programa Cultura em Rede, nome dado pela companhia ao programa de investimentos e fomento que desenvolve em parceria com a Planeta Cultura, chega à TEIA com cerca de 1000 artistas e colaboradores de seus diversos projetos.
Baseado na perspectiva de que a cultura pode ser uma alternativa de renda real, o Cultura em Rede busca o conceito do empreendendorismo. Segundo Andréia, para quem a TEIA é uma oportunidade ímpar para os projetos da Fundação Vale e os PCs trocarem conhecimentos e experiências, são muitas as semelhanças entre o Cultura em Rede e o Cultura Viva”.
Trabalhamos atravessando comunidades cujo maior bem cultural é sua história, e nas quais o investimento em equipamentos e ações culturais são insuficientes ou simplesmente não existem. Essa é a proximidade. Ambos trabalhamos diversos Brasis. Hoje buscamos sistematizar tudo isso e transformar em uma política, fortalecendo pequenas ações, como o Cultura Viva está fazendo”, diz ela.
A Petrobras da Cultura
De forma semelhante à Vale, a Petrobras atuará através dos Pontos de Cultura e projetos que apóia e que participarão de atividades nos espaços da TEIA, em especial no Palco em Obras, que apresentará o Clube da Esquina (MG), a Orquestra de Violinos Cartola Petrobrás (RJ), a Conexão Felipe Camarão (RN) e o Instituto Cultural Martinho da Vila (RJ) – os três últimos Pontos apoiados pela empresa.
Outro espaço com presença marcante da Petrobras será a Mostra Arte Viva, na qual participarão onze projetos, a saber: Pereira da Viola; Terno de Moçambique; Orquestra de sopros infanto-juvenil de Cariúnas; Companhia Mambembrincantes; Sambalelê (samba); Cinearte Sarau (cinema); Cartões de Guignard para Amalita; Armatrux ; Grupo de Catira Cacimbas; Cantaria; e Arquitetura Vernacular Praieira (levantamento e registro de intervenções arquitetônicas espontâneas “praieiras”). Na Souza Pinto, participando da Feira da Economia Solidária, estarão ainda quatro projetos apoiados pela estatal.
A empresa realizará ainda diversas atividades no Espaço Petrobras, estrutura que ocorrerá de forma paralela e relativamente autônoma à TEIA, e contará com atividades para diversos públicos, entre as quais está previsto atendimento aos Pontos e produtores culturais interessados em conhecer as formas de desenvolvimento dos projetos patrocinados, ou em conversar diretamente com os gestores destes projetos, debatendo inclusive o próprio modelo de fomento em voga hoje.
Para as crianças das escolas públicas do entorno da cidade, serão realizadas atividades no “Espaço Conhecer Petrobrás”. Ainda para as crianças será oferecida uma programação de vídeos com temática infantil e infanto-juvenil, com curta-metragens, e serão mostrados os trabalhos das trupes dos projetos Sambalelê, Armatrux, Giramundo e Mambembrincantes. Haverá também a exibição de vídeos para o público adulto, na Sala Multiuso do Espaço. Além dessa programação, o Espaço funcionará como um grande “lounge” e para exposição de materiais utilizados pelos projetos.
Com apresentação para as crianças e presença nos bate-papos, o projeto Giramundo, dirigido por Ulisses Tavares, também um de seus coordenadores junto de Marcos Malafaia, traz para esta TEIA um projeto patrocinado pela estatal desde 2005, que é uma espécie de mini-teatro ecológico, com utilização de bonecos em miniatura e discussão de temas como a preservação ambiental e a ecologia. No encontro de BH, a montagem a ser apresentada discutirá o ecossistema da Caatinga.
Também serão apresentadas as ações do Museu da Pessoa (SP), projeto baseado em metodologias de criação e resguardo da memória coletiva, e responsável pelo projeto do “Museu Clube da Esquina”, de BH, com a Associação dos Amigos do Museu Histórico Abílio Barreto, e pelos projetos “Onde mora a minha história” e “1 milhão de histórias de vida de jovens”. A entidade realizará ainda atividades para a formação do Pontão de Cultura Memória em Rede, ação integrada ao Brasil Memória em Rede e apoiada, desde antes da transformação em Pontão, pela empresa.
Para Ana Nassar, Coordenadora de Redes Sociais e Relações Internacionais do Museu chama atenção ainda para um fato infelizmente sui generis do patrocínio da Petrobras: “Eles não ficaram apenas no campo do apoio financeiro, ou mesmo do apoio logístico. Integraram suas ações de preservação da memória institucional às nossas, assim como as de discussão da memória das comunidades em que atuam. Têm, portanto, trocado continuamente experiências e metodologias conosco, e colaborado na constituição de novas ferramentas de memória”.
Sistema de Origem
Iteia
Coletivo
subtitulo
A estatal e a Fundação Vale do Rio Doce trazem projetos e programação cultural para o encontro de Belo Horizonte, fomentando a discussão sobre qual é, de fato, o papel do patrocínio.
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Guilherme Jeronymo – 100canais
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