Descrição
Uma profusão de manifestações artísticas tomou conta da TEIA 2007 em Belo Horizonte. Arte de todas as formas, cores, linguagens, procedências e símbolos. Impossível de ser acompanhada na íntegra, a reportagem assistiu a alguns desses espetáculos que comprovam o tamanho e a riqueza da diversidade cultural do país espelhada nos Pontos de Cultura.
Em que pesem as atrações musicais de famosos como Fagner, Martinho da Vila, Alceu Valença e Netinho de Paula terem atraído um público mais numeroso no Palco em Obras, ou mesmo os grupos mineiros de arte visual como a oficina de dança do Grupo Corpo e o teatro de bonecos do Giramundo (ambos projetos convidados da Petrobras), as diversas apresentações dos Pontos de Cultura "não-famosos" surpreenderam e contagiaram o público. Depois do Palco em Obras na Praça da Estação e o Grande Teatro do Palácio das Artes, outros dos mais atrativos espaços artísticos da TEIA foram mesmo os palcos abertos no Parque Municipal e o Tendal, um outro palco montado dentro do mesmo parque, que virou um interessante corredor cultural ligando o Palácio das Artes e o Teatro Francisco Nunes.
É nesse espaço de "não-famosos" que o público mais atento pôde ver, por exemplo, a beleza do revigoramento do fandango pelo encontro de gerações do Ponto de Cultura paulista de Cananéias, no Vale do Ribeira (Projeto Vivendo Arte e Cultura). O fandango é música e dança de roda de compassos ternários e binários. De origem ibérica, ficou mais forte no litoral catarinense. Serve para celebrar marinheiros e pescadores matutos, uma tradição vivida também no litoral paulista que está sendo resgatada pelo grupo caiçara de Cananéia. Pelas mãos de mestres griôs como Seu Firmino e Hugo de Almeida, um grupo de jovens começou neste ano a aproximação com a dança. Atualmente, se apresentam em eventos de cultura regional no do Vale do Ribeira e em outras regiões de São Paulo. A interação que mostraram no palco, na quinta-feira, é tão grande que o currículo já exibe apresentações na exigente programação cultural do Sesc paulista.
A mesma afinidade com tradições culturais foi exibida na sexta-feira pelo grupo do Jongo da Serrinha, do Rio de Janeiro. Gênero considerado o "pai do samba", o jongo é outra arte ancestral a unir dança e música. No sábado, mais cultura afro enraizada no fazer artístico brasileiro foi mostrada com vigor contagiante pelo Tambor de Couro do Tocantins. Num espetáculo longo, mas nada cansativo, o grupo exibe uma infinidade de instrumentos percussivos construídos pelos próprios integrantes (como tambor de rabo, caxambu, pau de chuva e pandeiros) colocados a serviço de uma música que não deixa de incluir as influências da cultura do Cerrado. A música "Pilão de Dois" é a síntese, onde o pilão, um instrumento da tradição culinária inda comum no interior do estado, vira também um instrumento musical.
A grande babel cultural que se tornou a capital mineira trouxe outras belas amostras em teatro, cinema, artes plásticas, fotografia e até brincadeiras infantis. Foi um grande e rico mosaico que pode ser conferido no banco de imagens da TEIA 2007 (visite em www.flickr.com/photos/teia2007).
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Arte de todas as formas, cores, linguagens, procedências e símbolos marcaram a mostra cultural da TEIA 2007.
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Edson Wander - Especial para o 100canais
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