Descrição
Ao estampido de fogos de artifício e ecoar dos trompetes do Hino de Pernambuco executado pelos mais de 500 músicos da orquestra Jaguar, foi declarado oficialmente aberto, pelo governador Eduardo Campos, o Carnaval de Pernambuco 2009, nesta sexta-feira no palco montado no Fortim do Queijo, em Olinda.
Acompanhado dos prefeitos de Olinda, Renildo Calheiros, e do Recife, João da Costa, e de vários representantes do secretariado da sua gestão, o governador destacou a tradição cultural do estado como o grande diferencial do nosso carnaval e agradeceu as iniciativas que se conjugam para realizar essa grande festa.
“O carnaval é o grande feito cultural que representa a explosão de alegria e a força criadora do nosso povo” ressaltou Eduardo Campos ao defender que o esplendor dos festejos de momo reflete o otimismo do brasileiro para enfrentar os tempos de crise mundial.
Também presente na cerimônia de abertura, Luciana Azevedo, presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), que realiza os pólos de folia do Carnaval 2009, disse: “Pernambuco reafirma a grandeza e a diversidade genuína de uma folia autoral, crítica e libertária, que sempre se cria e se recria. O Carnaval 2009 consolida a decisão do Governo do Estado de alçar a cultura à condição estratégica dentro do seu modelo de gestão pela crença que a cultura produz valores e parâmetros da sociedade”.
A festa foi recheada de símbolos da cultura pernambucana. Bailarinos em cima de pernas-de-pau recepcionavam o público vestidos com os personagens da folia como caretas, papangus, caboclos de lança, passistas entre outros. No palco, houve ainda um momento especial da noite reservado a um brilhante espetáculo dedicado a Mestre Salustiano, homenageado do Carnaval de Pernambuco.
A família Salutiano, entre filhos, netos e amigos, se reuniu para reviver, em arranjos originais, peças do repertório do Mestre com forró pé-de-serra, cavalo-marinho, maracatu de baque solto e de baque virado, cirando, coco e frevo num show de oito músicos e seis bailarinos executando coreografia elaborada por Imaculada Salustiano e Maria Paula Costa Rêgo.
A frevança da Orquestra Popular do Recife, sob a regência do maestro Ademir Araújo, o popular formiga, que encerrou a noite levando ao público sucessos do nosso ritmo centenário entoado pelas vozes de Getúlio Cavalcanti, Walmir Chagas, Gonzaga Leal, Carlinhos Monteverde e Expedito Baracho.
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