Descrição
O samba pediu passagem na terceira noite de shows da semana pré-carnavalesca no Fortim do Queijo, em Olinda. O domingo foi inaugurado pela Mesa de Samba Autoral, projeto de músicos pernambucanos que visa inovar as rodas de bamba e, ao invés de destilar clássicos do gênero, foca-se em apresentar novos compositores locais.
Além da presença tradicional do padroeiro São Jorge no palco, o grupo recebeu uma benção especial na apresentação. A Velha Guarda da Mangueira batizou a Mesa e rendeu graças à cultura pernambucana cantando o enredo “Mensagens e Poemas”, desfilado na Sapucaí em 2008, em homenagem ao centenário do frevo.
Depois foi a vez da Velha Guarda entrar no palco e animar o público com pérolas do repertório mangueirense como Atrás da Verde e Rosa Só Não Vai Quem Morreu. O feliz repertório aproximou o samba e as tradições nordestinas com canções como Brasil com Z é prá cabra da peste, Brasil com S é prá nação do Nordeste dos famosos versos “Vou invadir o Nordeste, sou cabra da peste; sou Mangueira”.
“É sempre uma emoção muito grande visitar Pernambuco e sentir essa recepção fora de série, nos emocionamos em poder batizar um grupo tão bonito de samba e sempre nos sentimos honrados de trazer o Carnaval da Mangueira para cá e levar pra lá, no nosso coração, a alegria do Carnaval pernambucano que nos é muito querido”, disse o sambista veterano Ari da Silva.
E, para fechar a noite, o povo cantou junto os sucessos de Arlindo Cruz, que não deixou a peteca cair embalado hits como Quem Gosta de Mim, O Que é o Amor e Pára de Paradinha. Os pernambucanos, em sua conhecida receptividade, mostraram que o nosso Carnaval tem mesmo muitas caras, inclusive de samba: não faltaram “malandros” na platéia, a caráter com um sem número de chapéus-panamá.
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