Descrição
De expressão artística reprimida na sociedade do século XIX a símbolo da identidade pernambucana, o frevo, na forma de dança, foi o tema discutido no Teatro Arraial nesta quinta-feira (26). O seminário fez parte do ciclo de debates Entendendo o Carnaval promovido pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). A coreógrafa da Escola Municipal de Frevo, Célia Meira, e Rita de Cássia, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), compuseram a mesa debatedora mediada pelo produtor cultural Quiercles Santana.
Célia Meira abordou desde as origens até a importância do ritmo para o povo pernambucano. Nascida com os escravos, a dança era considerada violenta e usada como disfarce na luta da capoeira (proibida na época). Já no começo do século XX, o frevo sofreu influências estrangeiras, sobretudo dos filmes americanos, e passou a ganhar maior popularidade em todas as camadas da sociedade até os dias atuais.
O frevo tem características tão peculiares que “não se dança, se faz o passo, se marca o passo ou se cai no passo” segundo a coreógrafa. Pelo amor que o estado tem com o ritmo, Célia propôs a criação de um projeto de ensino do frevo nas escolas municipais das Regiões Político-Administrativas (RPA’s) do Recife para manter no aluno o contato com a sua história ao longo de todo o ano e não somente durante o carnaval.
Complementar à fala da coreógrafa da Escola de Frevo, Rita de Cássia também elaborou um panorama histórico da inserção do frevo na cultura pernambucana e como ele evoluiu desde a sua origem até hoje. Rita contou que, inicialmente, não existia uma padronização do passo, cada um dançava individualmente, criando sua coreografia. A partir dos anos 30, o carnaval foi sendo oficializado e, consequentemente, o frevo foi ganhando uma sistematização. “Não me agrada tanto a padronização, mas é importante para a sociedade como transmissão da tradição do frevo”, comentou a antropóloga.
Sistema de Origem
PENC
Coletivo
subtitulo
Série de debates promovida pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) abordou, na quinta-feira (26), o frevo através da dança
assinatura
André Simões
home
0
secao
0




