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Nesta quinta-feira (2), o Festival Pernambuco Nação Cultural da Mata Norte dará uma pausa em sua grade de cortejos populares para homenagear um dos mais importantes símbolos da nossa terra: a bandeira de Pernambuco. Para celebrar a data em que ela foi apresentada pela primeira vez ao povo, será encenado, a partir das 20h, o espetáculo O Nascimento da Bandeira, de autoria do dramaturgo Ronaldo Correia Brito. O local da peça será a Igreja da Misericórdia, onde estão enterradas as mãos do Vigário Tenório, um dos mártires esquartejados da Revolução Pernambucana de 1817.
O público que for conferir O Nascimento da Bandeira – peça baseada no livro de Paulo Santos de Oliveira, A Noiva da Revolução – irá se deparar com a releitura de um dos mais significativos movimentos libertários da história do Brasil. Durante a Revolução Pernambucana de 1817, o país teve proclamada sua República e os brasileiros tiveram governo próprio, constituição, exército, esquadra e até embaixadas no exterior. Nesse período, foi criada a primeira bandeira do Brasil, que hoje pertence a Pernambuco, com sua cruz vermelha, o ícone maior da religião cristã; seu sol, em referência ao clima quente; o arco-íris tricolor simbolizando paz, amizade e união; e claro, a estrela, que representa o Estado.
Totalizando 40 minutos de duração, o espetáculo é uma espécie de ópera popular, com textos recitados por cinco atores (Célio Pontes, Jorge Clésio, José Mário Austregésilo, Sílvio Pinto e Williams Sant’Ana) e a execução de trechos da Grande Missa Nordestina de Clóvis Pereira, que serão executados pela Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música, com interpretação do coral Contracantos, ambos regidos pelo maestro José Renato Accioly.
CAPACITAÇÃO – Antes da encenação, porém, o público do Festival Pernambuco Nação Cultural poderá usufruir de uma variedade de palestras e oficinas culturais gratuitas, das quais três têm início nesta quinta-feira (2). Já no período da manhã, a programação será aberta às 8h, pela Oficina de Educação Patrimonial. Ministradas por Maria Acselrad e Teresinha Silva, coordenadoras das pastas de Patrimônio Imaterial e Material, respectivamente. As aulas acontecerão na Faculdade de Goiana, até as 17h.
A partir das 9h, tem início a oficina de Literatura no Funcultura, ministrada por Samarone Lima, coordenador de Literatura da Fundarpe. Durante as aulas, que terão continuidade no dia seguinte (sexta-feira, dia 3), serão dadas indicações de como elaborar projetos na área de letras para o Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura. Para tanto, serão mostrados e analisadas propostas positivas negativas já submetidas e ao Fundo.
Também às 9h, o público da Mata Norte poderá conferir o seminário “Ações Afirmativas ao empoderamento popular afro-descendente”, realizado pelo Ponto de Cultura Aláfia, de Goiana. Durante o evento, que acontecerá também nos dias 3 e 4 de abril (quinta e sexta-feira), serão abordados, em formato de rodas de diálogos, a música do povo afro-brasileiro, a história de sua religiosidade e ainda as tradições das comunidades existentes hoje em dia. Haverá também uma apresentação das Pretinhas do Congo de Carne de vaca, encerrado o seminário do dia, às 17h, na Faculdade de Goiana.
No mesmo local, a partir das 14h, acontecerá o terceiro dia da oficina ministrada pelo Instituto Espaço Cubo, da cidade de Cuiabá (GO) sobre “Auto-sustentabilidade na cadeia produtiva da música”. O evento, voltado para produtores independentes, tem o objetivo de transmitir os conceitos e práticas, adotados pelo coletivo, que viabilizam a sobrevivência de artistas independentes no meio cultural. O Espaço Cubo, seguindo preceitos de cooperativismo e economia solidária, vem atuando há sete anos no circuito alternativo e é responsável pela realização de festivais do gênero – especialmente no Centro-Oeste do país – como também pelo lançamento de novas bandas na cenário musical.
PONTOS DE CULTURA - As oficinas promovidas pelos Pontos de Cultura da Mata Norte seguem com suas atividades nesta quinta-feira (2), na Faculdade de Formação de Professores de Goiana. Até o próximo sábado (4) serão oferecidas aulas de adereços de caboclinho, mamulengo, golas de maracatu, fibra de bananeira e cinema de animação. Todas elas acontecem das 14h às 18h, exceto a oficina de adereços de caboclinhos, que acontece a partir das 9h e segue até às 18h.
PROCISSÃO – Nesta quinta-feira também é dia de o povo de Goiana seguir uma tradição secular. A partir das 16h, os moradores se reúnem em frente à Igreja da Misericórdia e repetem o costume iniciado em 1654 para comemorar a expulsão dos holandeses das terras pernambucanas. Desde então, é realizada uma procissão até a capela edificada por senhores de engenho da região, Senhor Bom Jesus dos Passos. A chamada Procissão do Encerro acontece também na sexta-feira (3), no mesmo horário.
Sistema de Origem
PENC
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Peça O Nascimento da Bandeira, de Ronaldo Correia Brito, relembra o 2 de Abril, data em que nossa bandeira foi apresentada pela primeira vez ao povo pernambucano
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Débora Duque
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José Cláudio
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Peça relembra Revolução de 1817, quando foi criada a bandeira de Pernambuco
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