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Carnaval e cinema. Essas duas expressões tão fortes da cena cultural pernambucana dançaram de mãos dadas ao som do frevo de bloco, na noite dessa quarta-feira (29/04), no Palácio do Campo das Princesas. O governador Eduardo Campos sancionou a Lei N.º 956/2009, que eleva o tradicional Bloco da Saudade ao título de Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco. Antes disso, recebeu também a visita do cineasta grego Constantim Costa-Gavras - e de outros artistas e diretores que participam da 13º edição do Cine PE.
Para o governador, essa homenagem ao Bloco da Saudade, que tem 35 anos, é “mais do que justa, porque essa agremiação foi uma verdadeira resistência do carnaval original pernambucano, do nosso frevo. Isso num tempo duro, em que a nossa cultura não era valorizada. Faltava liberdade no Brasil e muitos artistas eram perseguidos. O bloco foi o início de uma trincheira de resistência”, afirmou.
Eduardo Campos ressaltou ainda que a iniciativa dos seus fundadores, entre eles Edgard Moraes e Zoca Madureira, estimulou uns e “ressuscitou” outros na defesa da cultura pernambucana. “A expressão cultural estava sendo boicotada pela censura. Mas o Bloco da Saudade, com sua força, permitiu, inclusive, o ressurgimento de outros blocos mais antigos, que haviam desaparecido”, explicou o governador.
A ideia de conceder o título de Patrimônio Imaterial ao Bloco da Saudade partiu do deputado estadual Antonio Moraes e foi aprovada por unanimidade. Coube ao professor Amílcar Bezerra representar os componentes da agremiação na solenidade. Ao final, os quase 30 componentes que estiveram na cerimônia cantaram o hino do bloco, “Valores do Passado”, e o “Último Regresso”, para alegria dos presentes.
Cinema - Depois de 40 anos, quando seu filme, Z, foi censurado no Brasil, o cineasta grego Constantim Costa-Gavras voltou ao país. Ele recebeu uma homenagem na abertura do Cine PE, na última segunda-feira (27.04), e fez questão de visitar o governador. “Conheci Arraes ainda na época que ele esteve no exílio, na Europa. Em 1990, voltei a visitá-lo, desta feita, quando governador. Estou feliz de estar aqui hoje e conhecer o neto dele”, disse Gavras.
Para o governador, essa oportunidade mexeu com suas lembranças do passado. Quando perguntado sobre o que representou a visita de Gavra, ele rapidamente respondeu: “foi uma emoção muito grande”, e continuou: “Sou admirador dele. Na juventude, via nos seus filmes a inspiração para nossos ideais. Quando soube que ele vinha a Pernambuco, tive a notícia de que ele queria me ver. Pude expressar meu respeito, minha admiração a esse que é um dos grandes cineastas do cinema mundial. Alguém que colocou as lutas libertárias do povo, que começou a colocar o povo, os excluídos, na tela do cinema. Poder recebê-lo aqui foi especial”, concluiu Eduardo Campos.
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