Descrição
Da África para o Brasil. O projeto Observa e Toca Malakoff, organizado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), na Torre Malakoff, recebe, neste sábado (23), dois nomes de peso da música internacional: o angolano Filipe Mukenga e o cabo-verdense Vadú. Eles tocam juntos, às 17h30, e depois abrem espaço para o Mestre Galo Preto e Ska Maria Pastora.
Filipe Mukenga, natural de Luanda, começou sua carreira nos anos 60, com influência de Fab Four, Beatles e Ray Charles. Em 1973, focou suas composições nos ritmos tradicionais de Angola, no duo Misoso. Dez anos depois, integrou a embaixada de músicos angolanos que se deslocou para o Brasil, fazendo apresentações no eixo Rio-São Paulo e, ainda, gravou um disco a partir do espetáculo que realizou no Teatro Cecília Meireles. Atualmente, o jazz e outros sons afro-americanos se fazem presentes no som de Mukenga, que representa a nova música de Angola.
De Cabo Verde, Vadú é sobrinho de Zezé e Zeca Nhá Reinalda, dupla importante no cenário de Santiago de Cuba. Por ter estudado três anos no país caribenho, nos anos 90, seu som tem influências musicais desse lugar e, também, de raízes populares como batuco, tabanka e funaná. Vadú retrata, tipicamente, as dificuldades da juventude que vive num ambiente urbano e, também, alerta para problemas e prioridades sociais e culturais do seu País.
Em seguida, Tomaz Aquino Leão, o Mestre Galo Preto, começou a cantar coco aos oito anos de idade, quando morava na cidade de Bom Conselho das Papacaças, Pernambuco. E foi nessa época que o apelido surgiu. O nome veio da semelhança entre a valentia do garoto diante do irmão mais velho, o também cantador de coco Curió, e a valentia de um galo preto no terreiro.
Mestre Galo é o rei da embolada e do coco brejeiro, embora domine as outras linhas de coco como a sertaneja, a praieira e a alagoana. No show, ele apresenta um repertório de músicas em referência à tradição da cultura pernambucana, além de emboladas com temas extremamente atuais contra a homofobia, o racismo e a favor da prevenção contra DSTs.
Às 19h20, com a mistura de trompete e trombone a guitarras, baixo, bateria e percussão, a banda Ska Maria Pastora, de apenas um ano, encerra o ciclo de shows com sua mistura dos ritmos ska e frevo. O grupo, que é formado por músicos que também tocam em outras bandas – como Deco (DJ Dolores e Cordel do Fogo Encantado) e Sanzyo (Etacarinae) – mostrará, na Torre, releituras desse ritmo carnavalesco, além de músicas próprias.
PALESTRA – O debate deste sábado (23) girará em torno dos caminhos para a carreira independente, com Silvério Pessoa e o músico e, também, jornalista, Jacques Waller. Ambos abordarão o papel do músico no cenário pernambucano.
Silvério focará sua palestra no novo contexto dos músicos. “O campo de trabalho vai além da música. Temos de compor, produzir, distribuir”, adiantou o músico sobre o alerta que fará ao público presente na Torre Malakoff. Ele, que tem dois CDs lançados na Europa, também abordará como anda o assunto no exterior.
Já Jacques Waller, falará das dificuldades em ser uma banda independente, especialmente se o ritmo for hardcore. Jornalista e também da banda Rabujos, grupo formado há 15 anos, ele dará dicas de como persistir na carreira para ter sucesso.
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O angolano Filipe Mukenga e o cabo-verdense Vadú fazem show juntos neste sábado (23), na Torre Malakoff. Plateia confere ainda Ska Maria Pastora e Mestre Galo Preto
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Thaíla Correia
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