Descrição
O universo cultural do Nordeste deu o tom da noite de quarta-feira no Festival de Inverno de Garanhuns. Cantando a Zona da Mata, as regiões canavieiras e os folguedos populares, o cantor Geraldo Maia e as bandas Moendas de Pernambuco, Matingueiros e a consagrada Cordel do Fogo Encantando afinaram o discurso e o sotaque.
Para começar, a banda Moendas de Pernambuco e o grupo Matingueiros mostraram trabalhos contemporâneos e, ao mesmo tempo, tradicionais, que seguraram a platéia resistente à fina garoa, que caiu sem parar. Em seguida, o cantor Geraldo Maia e sua banda, O Fio da Meada, lançaram em Garanhuns o álbum Lundum, com fortes raízes na cultura negra.
Mas bastou o grupo Cordel do Fogo Encantado ser anunciada para que a Esplanada Guadalajara virasse uma pista de corrida, com fãs correndo por todos os lados à procura de um lugar mais próximo ao palco. O sempre performático vocalista Lirinha foi saudado calorosamente enquanto anunciava a chegada do grupo: “O meu cordel veio aqui em praça pública pedir permissão para se tornar verdadeiro”.
Para o show do FIG, a banda arcoverdense, que está completando 10 anos de carreira, organizou um repertório com músicas dos seus três trabalhos e fez o público cantar junto canções como Pedrinha, Os Oím do Meu Amor e a clássica Cio da Terra, de Chico Buarque e Milton Nascimento. Com reações extremas tanto no palco como na platéia, o show foi além de sons e composições e transformou a Esplanada Guadalajara em um hipnótico espetáculo cênico.
Sistema de Origem
PENC
Coletivo
subtitulo
Grupo de Arcoverde comemorou juntos aos fãs de Garanhuns seus 10 anos de carreira
assinatura
Natália Dantas
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