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Descrição
Depois de reunir, desde 2004, um público de cerca de 60 mil pessoas e mais de 250 artistas em concertos e recitais memoráveis, a MIMO - Mostra Internacional de Música em Olinda (www.mimo.art.br) chega à sua quinta edição. Festival único no Brasil, tem uma programação diversificada e abrangente, focada na música instrumental, erudita e popular, sob a inspiração da arte barroca das igrejas e da cidade-patrimônio. A MIMO 2008, que acontece entre 1 e 7 de setembro, terá mais de 20 concertos gratuitos (com distribuição individual de senhas), além de mostra de filmes, palestras e workshops de música. O festival tem patrocínio da Petrobras (Master) e BNDES, co-patrocínio da Caixa Econômica Federal e parceria da EMPETUR – Governo de Pernambuco e Prefeitura de Olinda.
“Quando criei o evento, queria levar à Olinda concertos de alta qualidade artística, que somados às apresentações nas igrejas históricas, promovessem uma experiência mágica e profunda aos que interpretam e aos que apreciam o melhor da música. Acho que conseguimos. É um festival com uma mistura maravilhosa de sonoridades que atrai pessoas de todas as idades e perfis”, avalia Lu Araújo, idealizadora, diretora artística e dona da produtora Lume Arte, responsável pelo festival.
Este ano, a MIMO promete encontros inesquecíveis nos belos cenários das igrejas locais. Um deles será o concerto do jovem trompetista cubano Yasek Manzano, um virtuose como há muito não despontava na ilha de Fidel. O músico, que estudou na Juilliard School of Music, em Nova Iorque, e teve aulas particulares com o genial Wynton Marsalis, será acompanhado no festival por sua banda vinda de Havana. Manzano promete mostrar o melhor da nova música instrumental com o acento típico do seu país, principalmente no ritmo da percussão, revestido de improvisos contemporâneos.
Entre os destaques da música erudita, a MIMO recebe pela primeira vez no Brasil a Sinfonietta Jönköping, vinda da cidade de Jönköping, na Suécia, fundada no século XIII. Herdeiros da tradição sueca na formação de grandes orquestras, desde a sua criação, essa sinfonieta formada por 28 excepcionais músicos, desenvolve uma intensa atividade musical, percorrendo as principais salas de concerto da Europa. Seu repertório está baseado no classicismo vienense e em obras do Século XX. Sob a regência de Petter Sundkvist, atualmente o mais requisitado maestro da Suécia, o concerto em Olinda terá como solista Jan Stigmer, integrante do prestigiado Quinteto Estocolmo. Um dos expoentes da sua geração, Stigmer apresentará, ao lado da Sinfonietta Jönköping, peças de Paganini, Bazzini e Mozart, com seu violino Stradivarius de 1724.
O festival vai apresentar também uma grande estrela: a diva Eliane Coelho, cantora lírica carioca radicada há trinta anos na Europa. Eliane já contracenou com nomes como Plácido Domingo, José Carreras e Samuel Ramey e sob a batuta dos maiores regentes da atualidade: Giuseppe Sinopoli e Zubin Mehta, nos principais papéis das grandes montagens operísticas da Europa como: Salomé, Madame Butterfly, La Boheme e Elektra. Paralelamente ao repertório operístico, a soprano tem se dedicado à música de câmara e aparecido como solista em peças como as Quatro últimas canções, de Richard Strauss e o Réquiem, de Verdi, entre outras.
Em Olinda, Eliane se apresenta com a Orquestra Sinfônica de Barra Mansa (OSBM), sob a regência de Guilherme Bernstein. A OSBM é formada por 92 jovens músicos – com idades entre 14 e 24 anos – vindos do projeto Música nas Escolas, que beneficia mais de cinco mil alunos da rede municipal de Barra Mansa, no interior do Rio de Janeiro. A orquestra interpreta um vasto repertório e, inclusive, já apresentou peças de compositores americanos em primeira audição nacional. No currículo, estão as apresentações que fez ao lado de solistas como o cantor e compositor Ivan Lins, os pianistas Maria Clodes Jaguaribe, Gustavo Torres e Virginia Hogan e a principal violoncelista da Orquestra Sinfônica de Jerusalém, a alemã-israelense Ina Joost.
Até recentemente conhecido apenas por apaixonados pela música barroca, o compositor Domenico Zipoli foi um jesuíta que esteve nas famosas Reduções do Paraguai. Compôs inúmeras obras, que integram elementos da cultura dos índios Guaranis e explicitam a sua conversão ao cristianismo. Para a execução desse repertório raro no Brasil, a MIMO apresenta o grupo argentino Antique Cordova Ensemble, especializado em música barroca latino-americana. Formado por jovens músicos que se distribuem entre vocais, cordas e sopros, o grupo participa freqüentemente de festivais internacionais, além de atuar em óperas e concertos sinfônicos. O Antique desembarca em Olinda para uma apresentação inspiradora na Igreja N. Senhora de Guadalupe, de 1626, uma das poucas que não foi atingida pelo incêndio que devastou Olinda durante a invasão holandesa.
O consagrado arranjador, produtor, compositor e pianista, Eumir Deodato - que já gravou mais de 500 álbuns, vendeu 25 milhões de discos e abocanhou 16 de platina, a maioria deles nos EUA, onde vive desde 1968 - promete contagiar a Igreja da Sé com seu insuperável groove. Na sua primeira apresentação em Pernambuco, Eumir será acompanhado pelo baixista Marcelo Mariano e o baterista Renato Massa, que formam com ele o Eumir Deodato Trio. Com seu inconfundível sotaque musical recheado de funk, fusion e jazz, o artista vai mostrar porque ao longo de uma sólida carreira conquistou a confiança de feras como Frank Sinatra, Earth, Wind & Fire e até a islandesa Björk. No repertório do concerto, versões para clássicos como Wave, Samba de uma Nota Só, Skyscrapers e sua adaptação para a música Also sprach Zarathustra, de Richard Strauss, que virou tema do clássico 2001 – Uma Odisséia no Espaço, do diretor Stanley Kubrick.
O festival, com diferentes linguagens e etnias, aposta também na dupla Haim Isaacs e Izidor Leitinger. O americano Haim, que viveu muitos anos em Jerusalém e hoje mora na França, trilhou o caminho da experimentação. Canta, toca piano, bacias de água, faz de vassouras de palha instrumentos de percussão, tudo com a firmeza de um improvisador com o conhecimento de músico erudito. Em seus espetáculos, apresenta composições e poemas em hebraico, árabe, inglês e francês, produzindo um jogo de cena marcante. Haim é um furação de energia e sua performance promete surpreender o público da MIMO. Izidor é esloveno, radicado em Paris, e tem um trabalho atuante como músico e maestro. Atualmente dirige a Fool Cool Jazz Orquestra.
Na música do percussionista, programador e produtor Ramiro Musotto, o surpreendente é o encaixe de bits e couros embalados em ritmos, timbres e cores originais e, curiosamente, familiares. Argentino, que vive em Salvador desde meados dos anos 80, ele é discípulo do pernambucano Naná Vasconcelos. Formou a primeira orquestra de berimbaus do mundo e já tocou e gravou com Marisa Monte, Gilberto Gil e Martinho da Vila, entre outros. Musotto vai apresentar em Olinda uma música que mistura cantos tribais afro-americanos com soluções tecnológicas. Do berimbau ao tratamento eletrônico, ele fará uma rica salada musical que inclui a voz de crianças indígenas, sons rituais do Candomblé e sample de vozes em discursos.
A MIMO vai apresentar também o universo de Zabé da Loca, nascida no agreste de Pernambuco, atualmente com 84 anos, uma exímia tocadora de pífano, tradicional flauta inventada no Nordeste, fabricada geralmente com galho de bambu, e propagada para todo o Brasil pela Banda de Pífanos de Caruaru. Autodidata, essa artista de excepcional musicalidade, começou a tocar aos 7 anos. Trabalhadora rural, com uma vida marcada por dificuldades, viveu por 25 anos dentro de uma gruta, por isso o apelido da “Loca”. Zabé acaba de gravar seu segundo disco de carreira pelo selo Crioula Carioca, sob a direção musical do multiinstrumentista Carlos Malta. Em Olinda, Zabé encontrará diversos amigos como o próprio Malta, Antonio Carrasqueira, a violinista Ana de Oliveira e o rabequeiro Maciel Salu e deve contar com diversas participações especiais na sua apresentação.
Com nove músicos nascidos em seis países latino-americanos, o América Contemporânea vai relembrar na MIMO as canções tradicionais das culturas de cada um de seus músicos, um rico painel de sonoridades, entre cirandas, merengues, chacareras, peças baseadas em ritmos afro-andinos, bullerengues e cantos de origens indígenas e espanholas. Da Colômbia, vem a cantora Lucia Pulido; da Bolívia, o saxofonista, flautista e compositor Álvaro Montenegro; da Venezuela, o violinista, compositor e arranjador Aquiles Báez; do Peru, o percussionista Luis Solar; do Chile, o baixista Christian Galvez e do Brasil, além de Benjamim Taubkin (pianista, arranjador e produtor), o acordeonista Lula Alencar, o rabequeiro Siba e o percussionista Bruno Duarte.
A MIMO terá ainda concertos e recitais eruditos magníficos, como o do Quinteto Villa-Lobos, considerado um dos melhores grupos camerísticos do Brasil; e o da Orquestra MIMO – integrada pelos alunos da Oficina de Formação de Orquestra do festival - com regência de Silvio Barbato e participação especialíssima de Egberto Gismonti ao piano. Também escalado como o primeiro compositor residente da edição 2008, Egberto trabalhará junto com a mais recém formada orquestra brasileira sua peça sinfônica Música de Sobrevivência, na qual cria uma grande fantasia sobre o papel da música no processo de miscigenação do povo brasileiro. Ele junta sons de índios, africanos e europeus, reproduzindo na partitura aquilo que aconteceu em séculos de História.
Outro duo que vai criar momentos mágicos é o dos brasileiros Gilson Peranzzetta (piano e arranjos) e Mauro Senise (flauta e sax). Os dois começaram a tocar juntos há 18 anos, já lançaram três discos em parceria e têm uma longa estrada de sucesso na música instrumental brasileira. Peranzzetta, que já recebeu três Prêmios Sharp, é um estilista da música. Sua performance como arranjador já foi citada pelo maestro e produtor Quincy Jones como uma das melhores do mundo. Senise tocou e gravou com mestres como Egberto Gismonti, Wagner Tiso e Hermeto Pascoal e é fundador do quinteto Cama de Gato. A dupla acaba de lançar o disco Êxtase, que vem arrancando elogios da crítica especializada, e que será apresentado em parte na Mostra.
Na linha do melhor da tradição musical brasileira, se apresentam, ainda, Siba e Roberto Corrêa, buscando em seus trabalhos a recriação de suas raízes regionais. Pernambucano, Siba toca rabeca, recriando o universo dos maracatus na mistura com metais e guitarras. O violeiro mineiro Roberto, que vive no Distrito Federal, traz para o festival as composições e interpretações que têm levado a música do Sertão aos melhores palcos do mundo.
A mistura delicada de cordas dedilhadas, sopros diversos e percussão produzida pelo grupo SaGRAMA, que trabalha as raízes da música pernambucana com uma linguagem erudita, também será apresentada na MIMO. O grupo é composto por Sérgio Campelo (direção artística, arranjos e flautas), Frederica Bourgeois (flautas), Crisóstomo Santos (clarinetas), Cláudio Moura (co- direção, arranjos violão e viola nordestina), Fábio Delicato (violão), João Pimenta (contrabaixo), Antônio Barreto (marimba, vibrafone e percussão), Tarcísio Resende e Hugo Medeiros (percussão), que buscam o máximo de efeitos sonoros em suas composições a partir de instrumentos acústicos. Além dos excelentes álbuns ‘Sa grama’ e ‘Engenho’, o noneto também se destaca pelas trilhas sonoras que escreve e grava como a da microssérie ‘O auto da compadecida’, de Ariano Suassuna, exibida pela Rede Globo em 2000, com direção de Guel Arraes.
Com a cotação em alta e arrecadando elogios por onde passa, o jovem pianista, compositor e arranjador André Mehmari também estará na MIMO. Popular e clássico ao mesmo tempo, esse músico especialíssimo é autor de composições e arranjos para algumas das formações orquestrais e de câmara mais expressivas do país. Entre os incontáveis projetos que levam a sua assinatura, estão trabalhos em duo com o bandolinista Hamilton de Holanda e com as cantoras Mônica Salmaso e Ná Ozzetti. A discografia deste premiado artista já reúne seis álbuns individuais, com destaque para o recém lançado de Árvores e Valsas..., repertório que vai apresentar no festival.
Já a Orquestra Sinfônica do Recife tocará no dia 7 de setembro, pela manhã, no concerto de encerramento do Curso de Regência, quando alunos selecionados do curso ministrado pelo maestro Isaac Karabtchevsky terão a oportunidade de fazer a regência. No mesmo dia, às 16h, apresenta-se a Orquestra Criança Cidadã dos Meninos do Coque, com regência de Cussy de Almeida, que terá como solistas Jerzy Milewski e Aleida Schweitzer, na Igreja Rosário dos Homens Pretos.
À noite, fechando a MIMO, Carlos Malta e Pife Muderno tocam com a Banda Sinfônica Mangaio, com 60 músicos do Conservatório Pernambucano de Música. O som do Pife Muderno vem da mistura de flautas de diferentes etnias feitas de bambu: Jaqúi, Vetuiá, Uruá (Alto Xingú), Bansuri (Índia), Di-Zi (China), Pife (nordeste do Brasil ). Ainda são tocadas as flautas em dó, em sol e as raras flautas-baixo em forma de bengala, o saxofone soprano, os pandeiros, zabumba, triângulo, caixa e pratos. O grupo é formado por Carlos Malta (arranjos, composição, flauta e direção artística), Andréa Ernest Dias (flauta), Oscar Bolão (caixa e pratos), Durval Pereira (zabumba) e Marcos Suzano e Bernardo Aguiar (pandeiro).
O concerto terá peças escritas especialmente para essa formação por Malta, que também é solista, dedicadas aos índios Yawalapitis do Alto-Xingu, em especial ao grande pajé, falecido um ano após o encontro mágico de sua tribo com Carlos Malta no ano 2000. O programa, bem brasileiro, contará com a peça Os elementos em 5 movimentos (2007). A música traduz o diálogo entre uma banda sinfônica e uma banda de pife, onde cada elemento é representado por um conjunto de sons, onde ritmos, melodias e contracantos entre as duas bandas, promovem a atmosfera de cada um dos elementos (etéreo, fogo, água, ar e terra).
“Esta quinta edição da Mostra ganhou mais ecletismo, com uma mistura maior de linguagens, mas não perdeu seu foco no principal conceito da MIMO, o de apresentar o melhor da música erudita e instrumental brasileiras e mundial. É a consolidação de um trabalho que vem encantando platéias há cinco anos”, resume Lu Araújo.
ESPAÇO PETROBRAS MIMO
Ação especial realizada pela Petrobras pelo segundo ano consecutivo no festival, o Espaço Petrobras MIMO, instalado no Casarão do Mercado da Ribeira, oferece em 2008 uma programação atraente e dedicada a jovens talentos da música. Os shows acontecem na área externa do Mercado, num palco posicionado a poucos metros da entrada do Casarão, sempre às 17h30. Local agradável, onde o público poderá relaxar entre as diversas atividades da Mostra, o espaço só vai funcionar nos dias em que houver show e na parte da tarde.
O Duo GisBranco é formado pelas pianistas Bianca Gismonti e Claudia Castelo Branco, que unem o interesse por ritmos brasileiros, latinos e jazz à formação sólida e abrangente em piano para desenvolver um trabalho inovador. O Duo acaba de lançar seu primeiro disco de carreira e tem se apresentado tanto em circuitos de música popular como erudita, sendo sempre aclamado pelo público e pela critica. O repertório passeia por compositores como Astor Piazzolla, Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, Villa-Lobos, Ernesto Nazareth, Edu Lobo e das próprias pianistas. Bianca e Claudia criam em cima de arranjos escritos por elas e pelos próprios compositores, resultando em uma linguagem singular e pessoal.
Conjunto de câmara que tem sua formação instrumental baseada na cultura musical popular brasileira, a AcariOcamerata foi criada para o desenvolvimento de um repertório popular de concerto. O objetivo é unir a tradição instrumental brasileira de qualidade técnica e versatilidade, com uma formação musical densa quanto ao repertório variado e à prática de conjunto. A AcariOcamerata acaba de lançar o seu primeiro disco pelo selo Rádio MEC, que conta com o patrocínio da Petrobras. O CD recebeu elogios fervorosos da imprensa especializada, sendo destaque em importantes jornais brasileiros como O Estado de São Paulo e O Globo e até na Revista Francesa Le Monde de la Musique. O grupo é formado por André Paiva (flauta), André Cesari (bandolim), Bruno Carvalho e Eduardo Duque (cavaquinho), Iuri Nascimento (viola Caipira) e Edmilson Abreu (viola caipira e violão), Davi Menezes (violão), André Gomes (baixo acústico), Sílvio Sanuto (percussão) e Caio Cezar (direção artística e regência).
A idéia do recital Três violões brasileiros é promover o encontro inédito de três talentosos violonistas da novíssima geração brasileira - Marcel Powell, Caio Márcio e João Omar - e traçar um panorama das várias facetas e da renovação atual deste instrumento. Marcel Powell é apontado como jovem mestre do violão brasileiro. Iniciou a carreira aos 9 anos acompanhando o pai Baden Powell. Com diversos shows realizados no Brasil e no exterior, o músico tem sotaque próprio, mas é impossível negar que emana de se seus dedos a mesma força avassaladora com que seu mestre e pai timbrou no violão uma personalidade ímpar e definitiva. Caio Márcio entrou no universo musical através dos sons do clarinete e do saxofone de seu pai, Paulo Sergio Santos, e do piano de sua mãe Fernanda Canaud. Integrou o Paulo Sergio Santos Trio, com o qual gravou, em 2001, o CD Gargalhada. Nesse mesmo ano formou com mais quatro jovens músicos o grupo Tira Poeira, que vem conquistando público e crítica por modernizar o choro. O violonista, arranjador, compositor e maestro João Omar acaba de lançar seu primeiro disco de carreira, com o patrocínio da Petrobras. Nele, João Omar mistura em seu trabalho a influência da música erudita com o aprendizado extraído da vivência com os menestréis e artistas populares do Nordeste. O disco Corda Bamba registra composições e arranjos onde o violão se destaca como elemento condutor e agregador, ressaltando a versatilidade do instrumento. Nas apresentações, João Omar também inclui alguns tangos e solos de violão de seu pai, o compositor Elomar Figueira Mello.
O Tira Poeira vem renovando a cena musical dedicada ao choro, sendo considerado um dos mais promissores surgidos no Rio de Janeiro. Formado por Henry Lentino (bandolim), Caio Márcio (violão), Samuel de Oliveira (saxofone), Fábio Nin (violão 7 cordas) e Sérgio Krakowski (pandeiro), todos entre 20 e 30 anos, o grupo investe na vertente chorística que abre espaço para o improviso e a experimentação. Com elementos do jazz, samba e bossa nova, o grupo revisita temas de gênios como Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Ernesto Nazareth, mistura que lhe valeu a indicação ao Prêmio Tim 2003 como melhor banda de Música Regional. Considerados por Maria Bethânia como "puro rock", apesar de tocarem choro, os integrantes do Tira Poeira assumem que seu lema é "quebrar tudo".
MOSTRA DE FILMES
Paralelamente aos concertos, a MIMO oferece uma mostra de filmes sobre música com exibições que vem se tornando, a cada ano, um evento à parte dentro do festival. Na Igreja da Sé, o público poderá assistir a longas como os inéditos Onde a coruja dorme, de Márcia Derraik e Simplício Neto e Herbert de perto, de Roberto Berliner e Pedro Bronz. O primeiro mostra a história do mestre do samba carioca, mas pernambucano de sangue, Bezerra da Silva, através do olhar de seus colaboradores. O segundo conta a trajetória do paralama Herbert Vianna, desde a infância até os dias de hoje, passando por depoimentos emocionantes sobre seu trágico acidente. Já Dona Helena, de Dainara Toffoli, revela detalhes sobre a vida de Helena Meirelles, música do sertão nordestino. Ela faleceu em 2005, 12 anos depois de ter sido listada pela revista norte-americana Guitar Player entre os 100 melhores guitarristas do mundo, ao lado de músicos como Roger Waters e Eric Clapton. Três Irmãos de Sangue, dirigido por Ângela Patrícia Reiniger, retrata a vida de Betinho, Henfil e Chico Mário, três brasileiros que fizeram da solidariedade a sua grande arma na luta pela vida. É uma homenagem do festival a Chico Mário, pioneiro na questão da música independente e compositor de canções contra a tortura. Pindorama- a verdadeira história dos sete anões, de Roberto Berliner, Leo Crivellare e Lula Queiroga (que também assina a trilha sonora), revela a história de sete irmãos anões, que vivem no circo viajando pelo interior do Nordeste. No Seminário de Olinda serão exibidos, ainda, quatro curtas: Viva Volta, Booker Pittman, Batuque na Cozinha e Rua da Escadinha 162.
PALESTRAS
Com o objetivo de incentivar a formação musical do público, a MIMO estréia este ano o seu Ciclo de Palestras. O jornalista Irineu Franco Perpétuo, que escreve, entre outros, para o jornal Folha de São Paulo e a revista Bravo!, vai fazer uma introdução à música clássica, apresentando obras conhecidas e esclarecer alguns termos do jargão musical. Já o jornalista e crítico musical Carlos Calado, autor de diversos livros sobre música, fará um panorama histórico e crítico sobre os 50 anos da música instrumental brasileira, ilustrado por algumas gravações significativas. João Guilherme Ripper, Mestre em Composição e Regência e Diretor da Sala Cecília Meirelles, no Rio, fará uma reflexão sobre os múltiplos caminhos da música contemporânea.
ETAPA EDUCATIVA
Além dos concertos, a Mostra investe no fomento do estudo e da prática da música instrumental no Brasil. Na Etapa Educativa, boa parte das atrações do festival, além de outros músicos ministram aulas gratuitas para cerca de mil alunos, vindos anualmente de diversos locais do Brasil e até do exterior. As atividades atendem a diferentes níveis de aperfeiçoamento, promovendo desde o primeiro contato com a música para os leigos a oportunidades de reciclagem para músicos profissionais, como nas Master Classes ou nas Oficinas de Formação de Orquestra. Nos dois casos, os participantes terão aulas com expoentes das principais orquestras sinfônicas brasileiras ou trabalharão ao lado do multiinstrumentista Egberto Gismonti e do maestro Silvio Barbato, na preparação de uma peça sinfônica de Gismonti e na formação da Orquestra MIMO. Os que buscam oportunidades no campo da regência terão a chance de passar uma semana sob a orientação do maestro Isaac Karabtchevsky praticando com a Orquestra Sinfônica do Recife. Para um contato mais informal com a música, a MIMO oferece um cardápio de nove variadas opções nos Workshops. Entre eles, Eumir Deodato falará de seus arranjos que passam de Bjork a Sinatra e o trompetista cubano Yasek Manzano abordará a Improvisação no Jazz. O festival também investe na formação de novos públicos. Crianças de 8 a 12 anos de escolas públicas vão assistir a aulas-espetáculo e, muitas vezes, irão travar o primeiro contato com a música clássica.
PROGRAMAÇÃO
Etapa educativa > apenas para inscritos > 1 a 6 de setembro (Curso de regência, Oficinas de formação de orquestra, Masterclasses e workshops)
Locais: Teatro de Santa Isabel, Convento de São Francisco, Conservatório Pernambucano de Música e Centro de Educação Musical de Olinda
Concertos > 3 a 7 de setembro I 11h30, 16h, 18h30, 20h30
Senhas > Cada pessoa só poderá pegar uma senha por vez
Para os concertos das 18h30 > as senhas serão distribuídas às 17h, na Biblioteca de Olinda
Para os concertos das 20h30 > as senhas serão distribuídas às 18h, na Biblioteca de Olinda
Para os concertos dos demais horários não haverá senha
Local de Distribuição das Senhas > Biblioteca de Olinda (Av. da Liberdade, s/nº - Carmo)
Locais de Realização dos Concertos: Igrejas da Sé, do Rosário dos Homens Pretos, N. Senhora de Guadalupe, N. Senhora do Monte, de São Pedro Apóstolo, Mosteiro de São Bento, Seminário de Olinda, Convento de São Francisco e Espaço Petrobras MIMO
Mostra de Filmes > 3 a 7 de setembro I 18h e 19h
Locais: Seminário de Olinda e Pátio da Igreja da Sé
Palestras > 4 a 6 de setembro I 10h30
Local: Auditório da AESO (Rua de São Bento, 200 – Antiga Faculdade de Direito de Olinda)
Informações MIMO: (21) 2508-5565 ou www.mimo.art.br.
Entrada Gratuita
QUARTA, 3/09
Concerto > Ramiro Musotto > Igreja de São Pedro | 18h30
Duo Peranzzetta – Senise > Convento de São Francisco | 18h30
Sinfonietta Jönköping (Suécia) > Igreja da Sé | 20h30
Filme > Pindorama: a verdadeira história dos sete anões > Pátio da Igreja da Sé | 19h
QUINTA, 4/09
Concertos > Duo GisBranco > Espaço Petrobras MIMO | 17h30
SaGRAMA > Igreja Rosário dos Homens Pretos I 18h30
Zabé da Loca > Seminário de Olinda | 18h30
Yasek Manzano (Cuba) > Igreja da Sé | 20h30
Filme > Viva Volta > Seminário de Olinda I 18h
Dona Helena > Pátio da Igreja da Sé | 19h
Palestra > Irineu Franco Perpétuo > Introdução à música clássica > Auditório da AESO I 10h30
SEXTA, 5/09
Concertos > AcariOcamerata > Espaço Petrobras MIMO | 17h30
Quinteto Villa-Lobos > Mosteiro de São Bento | 18h30
Haim Isaacs e Izidor Leitinger (França) > Igreja Seminário de Olinda | 18h30
América Contemporânea > Igreja da Sé | 20h30
Filme > Booker Pittman > Seminário de Olinda I 18h
Três Irmãos de Sangue > Pátio da Igreja da Sé | 19h
Palestra > Carlos Calado > 50 Anos de Música Instrumental Brasileira: do samba-jazz à
cena atual > Auditório da AESO I 10h30
SÁBADO, 6/09
Concertos > Orquestra Sinfônica de Barra Mansa > Igreja do Monte | 16h
Três Violões Brasileiros > Espaço Petrobras MIMO | 17h30
Siba e Roberto Corrêa > Convento de São Francisco | 18h30
Orquestra MIMO – solista Egberto Gismonti > Igreja Seminário de Olinda | 18h30
Eumir Deodato Trio > Igreja da Sé | 20h30
Filme > Rua da Escadinha 162 > Seminário de Olinda I 18h
Herbert de Perto > Pátio da Igreja da Sé | 19h
Palestra > João Guilherme Ripper > “Desenredo”: reflexões de um compositor diante dos
múltiplos caminhos da música contemporânea > Auditório da AESO I 10h30
DOMINGO – 7/09
Concertos > Orquestra Sinfônica do Recife – regentes selecionados> Igreja da Sé | 11h30
Orquestra Cidadã dos Meninos do Coque > Igreja Rosário dos Homens Pretos I 16h
Tira Poeira > Espaço Petrobras MIMO | 17h30
Antique Cordova Ensemble (Argentina) > Igreja de Guadalupe | 18h30
André Mehmari > Igreja Seminário de Olinda | 18h30
Carlos Malta, Pife Muderno e Banda Sinfônica Mangaio > Igreja da Sé | 20h30
Filme > Batuque na cozinha > Seminário de Olinda I 18h
Onde a coruja dorme > Pátio da Igreja da Sé | 19h
FICHA TÉCNICA
Direção artísitca> Lu Araújo
Produção> Lume Arte e Marketing Cultural
Patrocínio> Projeto convidado pelo Programa PETROBRAS Cultural 2008, BNDES,
Caixa Econômica Federal, EMPETUR/ Governo do Estado de Pernambuco e Prefeitura de Olinda.
Assessoria de imprensa – Afflalo Comunicação
Claudia Afflalo (21) 8853-6315 - claudia@afflalo.com.br
Paula Julião (21) 9889- 8803 – paula_juliao@yahoo.com.br
Sistema de Origem
Iteia
Coletivo
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Festival, que vai reunir uma mistura diversificada do instrumental, passando pelo erudito e o jazz, terá também mostra de filmes, palestras e etapa educativa com master classes e workshops de música
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