Descrição
No dia em que a antiga Casa de Dentenção do Recife, hoje Casa da Cultura, comemora 33 anos, uma intensa programação cultural marcou a data de ontem. A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) preparou uma apresentação do Balé Popular do Recife, que fez números de côco, frevo, maracatu, caboclinho e outras manifestações regionais, dentro do espetáculo 'Nordeste: a dança do Brasil', onde passearam pelos ciclos carnavalesco, junino, natalino e afro. As atividades foram voltadas, em especial, para alunos da rede pública de ensino. Ainda durante a tarde de ontem, houve a encenação da peça 'A chegada da prostituta no céu', produzida pelo grupo de teatro Omoiós.
Estudantes da Escola Estadual Almirante Tamandaré, localizada em Santo Amaro, estiveram presentes e assistiram ao espetáculo, além de participarem da oficina de Educação Patrimonial. As aulas foram ministradas pelos bolsistas da Fundarpe, que promovem ações educativas e culturais em defesa da dinamização do equipamento. 'As apresentações foram muito legais. O balé (Popular do Recife) apresentou vários estilos da nossa cultura. Dançaram frevo, maracatu...valeu a pena o passeio', afirmou Ana Nellie da Silva Lima, 17 anos, aluna do 2º ano do ensino médio.
HISTÓRIA - A antiga Casa de Detenção foi criada em 25 de abril de 1855, quando recebeu sentenciados de diversas prisões do Estado, entre eles, João Dantas, Plínio Marques e Antônio Marques. Após funcionar 118 anos como presídio, o então governador Eraldo Gueiros Leite determinou seu fechamento em 15 de março de 1973, sendo feita à transferência de presos para outras penitenciárias.
No mesmo ano, foi elaborado um projeto de restauração do edifício, dentro do Programa Integrado de Reconstrução das Cidades Históricas do Nordeste. A iniciativa, sugerida pelo artista e, na época, chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Francisco Brennand, transformou a antiga Casa de Detenção na Casa da Cultura de Pernambuco.
A ideia era criar um centro de educação especializada, subdividido em núcleos dedicados à literatura, teatro, música e artes plásticas, a exemplo das Maison de Culture francesas, do escritor francês de assuntos políticos e culturais André Malraux.
No entanto, o golpe militar de 1964 adiou os planos de criação da Casa da Cultura, que só foram retomados em 1973. Coube à Fundarpe a execução das obras, de acordo com o plano aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A Casa da Cultura de Pernambuco foi inaugurada em 14 de abril de 1976. Quatro anos depois, o prédio foi tombado como Monumento Histórico de Pernambuco, pelo decreto 6.687, o primeiro a homologar a resolução do Conselho Estadual de Cultura, na defesa do patrimônio cultural do povo pernambucano. Atualmente, é o maior polo de comercialização de artesanato do Recife. Suas 150 lojas oferecem aos visitantes peças confeccionadas em diversas regiões de Pernambuco.
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Estudantes participaram de oficinas e assistiram aos espetáculos teatrais e de dança, com o Balé Popular do Recife
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