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Intercidadania promove curso de Sound Design
Por Danielle de Moraes
Depois de passar quatro décadas desativado, o Cine Olinda foi o local escolhido para abrigar oficinas gratuitas de inclusão digital, oferecidas pelo Instituto Intercidadania, com o apoio da Prefeitura de Olinda. Representantes de alguns Pontos de Cultura e entidades culturais participaram das oficinas de Sound Design e Modelagem e Animação 3D ambas em softwares livres.
A oficina de Sound Design, que teve início no dia 30 de junho, durou uma semana e passou para os alunos noções de gravação, edição e remixagem com softwares livres. Estiveram presentes integrantes da Nação Xambá, Quartas Literárias, Grupo Ruas e Praças, Piaba de Ouro e da Associação Cultural e Assistencial dos Artistas de Pernambuco (ACAAPE)
O curso foi ministrado pelo consultor de cultura digital, técnico de som e sound designer Felipe Machado, vencedor do Festival de Cinema do Ceará em 2002, na categoria de melhor edição de som e trilha sonora pelo filme “Ave Maria – Mãe dos Oprimidos”, de Camilo Cavalcanti. Felipe explicou a função social da iniciativa. “Nosso objetivo é que os participantes destes cursos que estão sendo oferecidos saiam capacitados a passar os conhecimentos para a comunidade que integram”, afirma. O técnico também comentou a importância de reunir as pessoas interessadas por produção multimídia com software livre para ampliar uma rede de cultura digital. “Somos carentes de tecnologias voltadas para a cultura. Projetos assim são muito importantes para diminuir essa carência”, conclui.
O músico Edilson Luiz, que estava representando a Nação Xambá na oficina, falou sobre a importância da capacitação. “Sou um dos integrantes do grupo de coco Bongar, mexo com som, mas nunca tinha tido oportunidade de aprofundar conhecimentos para mexer em programas com essa finalidade. Cada componente da minha banda está se especializando para a nossa comunidade ganhar ainda mais visibilidade. Aqui estamos conhecendo outras pessoas, trocando experiências e aprendendo a aumentar a qualidade do nosso som”, contou.
Animação e Cineclubismo também foram apreciados
Por Carolina Albuquerque
Da segunda(30/06) à sexta-feira(04/07), das 9h às 12h, 20 alunos marcaram presença na oficina de Modelagem e Animação 3D, ministrada por Victor Silva. “Não vejo a hora do meu vaso de flores ficar com boca, nariz e olhos”, conta a estudante de cinema da Faculdade Maurício de Nassau Aymara Almeida, 18, ao explicar que tinha aprendido a dar dimensões (ou modelagem) a um vaso.
Munidos de laptops e do programa de Animação 3D Blender (software livre), os alunos aprenderam sobre mercado de trabalho no setor, etapas de produção de uma animação 3D, iluminação, cores e ferramentas do programa. A escolha por trabalhar com uma tecnologia livre o professor explica: “Além do baixo custo, existe a autonomia de ser código aberto, justamente por não estar atrelado a nenhum fornecedor. O Blender ainda possui um conjunto de ferramentas capazes de desenvolver trabalhos de alta qualidade”.
Segundo o cinegrafista Aldecir Francisco, que representou a ACAAPE, a iniciativa do InterCidadania e da Prefeitura de Olinda veio em boa hora. “É uma área que eu trabalho e gosto. Já estava pensando em fazer, então, surgiu a oportunidade.”Já para a estudante de cinema o curso “é um momento único para aprender uma tecnologia que é praticada em lugares comerciais, e é de difícil acesso”.
A Prefeitura de Olinda ficou responsável pela divulgação das oficinas juntos aos centros culturais e Pontos de Cultura. Sobre a importância de levar o conhecimento a esse tipo de público, o professor Victor Silva comenta: “O aprendizado traz autonomia de se comunicar por meios digitais e disseminar projetos. Consequentemente, isso ajudará essas células culturais na busca por seu espaço midiático”.
A programação das oficinas começou com a de Cineclubismo, que aconteceu nos dias 18 e 19 de junho, também no Cine Olinda, e foi ministrada pelo jornalista Zonda Bez. Por ter uma ideologia revolucionária e democrática, o cineclube significa mais que um espaço para exibição de filmes, é também um local para debates e fomento à arte cinematográfica. A estudante Aymara Almeida, que também participou desta oficina, anuncia o resultado: “Nós saímos com um projeto pronto para implementar um cineclube. O meu foi feito para o Grupo Ruas e Praças, que pretendo pôr em prática”.
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Foto: Pedro Jatobá
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