Descrição
O som da percussão da ciranda já podia ser ouvido da Rua Floriano Peixoto e, aos poucos, atraía os transeuntes que passavam pelo centro do Recife. A tarde desta sexta-feira (28) seguiu o compasso do ritmo cirandeiro durante a nomeação de Lia de Itamaracá como embaixadora da Casa da Cultura. O prêmio tem o objetivo de reconhecer a importância de Lia para a cultura do Estado e trazer movimentação para a Casa. Como embaixadora, todas as terças e quintas-feiras, a Dama da Ciranda fará apresentações musicais, dividindo a sua riqueza cultural com o público que freqüenta o local.
O show da cirandeira contou com a presença de turistas vindos de diversos estados do Brasil, como Minas Gerais, Salvador, São Paulo, Paraná, e de outros países, a exemplo da Itália, Argentina e Uruguai. Além da apresentação da própria Lia de Itamaracá, na antiga casa de detenção, os visitantes conferiram a abertura da exposição Fotobiografia de Lia, com cerca de 80 fotos do arquivo pessoal da artista. A mostra sobre a trajetória de vida da artista fica em cartaz até o dia 9 de dezembro. A Casa da Cultura funciona de segunda a sexta, das 9h às 19h, e sábados e domingos, das 9h às 14h. A entrada é gratuira.
Para a presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) Luciana Azevedo, reconhecer Lia como embaixadora da Casa é uma ação importante na perspectiva de unir a força criativa cultural de Pernambuco, que vai do cais ao sertão. 'Espero que todos acolham e cuidem muito bem de Lia nessa casa', afirmou Luciana.
HISTÓRIA – Maria Madalena Correa do Nascimento nasceu em 1944 e ficou conhecida como Lia de Itamaracá nos anos 60. Presente em rodas de cirandas desde os 12 anos, recebeu o título de Dama da Ciranda e, mesmo compondo desde criança, só gravou seu primeiro LP em 1977, intitulado A Rainha da Ciranda. Por 20 anos, suas apresentações foram restritas aos moradores e turistas da ilha de Itamaracá, só ganhando o cenário nacional em 1988. Por ser um dos símbolos da cultura do Estado, Lia foi agraciada com o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, em 2005.
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Joana Pires
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