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Ler, interpretar, sugerir e reescrever, quando necessário, cada uma das propostas de diretrizes e ações do Plano Nacional de Cultura (PNC), elaborado em processo contínuo de discussões públicas, estudos e ações conjuntas entre instâncias do governo, representantes da iniciativa privada e da sociedade civil. Este é o objetivo da etapa pernambucana do Seminário do PNC, que reúne, durante três dias, gestores, produtores, técnicos, empreendedores, legisladores, agentes e intelectuais do Estado ligados à área de cultura, para discutir as propostas de diretrizes e ações do Plano, propondo reformulações que serão acrescentadas ao texto final, antes que seja votado no Congresso Nacional.
Desde a abertura, que aconteceu na segunda-feira (01/09), no Teatro Barreto Júnior, o ambiente já era de construção conjunta. Na mesa, o secretário de Identidade e Diversidade do Ministério da Cultura (MinC) ressaltava a importância de Pernambuco na construção por uma política pública para o setor. “Estamos no momento de institucionalizar as conquistas culturais brasileiras e Pernambuco pode contribuir muito neste processo”.
A presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo, lembrou que foi o MinC, sob o comando do então ministro Gilberto Gil, quem norteou o programa de cultural do atual governo. “O modelo de Pontos de Cultura, criado pelo ministério, foi nossa maior inspração, tanto que adotamos os 36 já existentes e estamos escolhendo mais 120 ainda este ano”, reforçou ela.
Ouça entrevista com Luciana Azevedo sobre a importância do evento.
Nesta terça-feira, segundo dia do evento, o Recife Praia Hotel recebeu cerca de 300 pessoas para o primeiro dia dos Grupos de Trabalho do evento, que continua até quarta-feira (03). Os participantes foram divididos em cinco Grupos de Trabalho para discutir propostas referentes à ação do Estado no planejamento e execução das políticas culturais; à diversidade artística e cultural brasileira; ao acesso à produção cultural; à participação da cultura no desenvolvimento sustentável e à participação social nas políticas culturais.
Mediadora do GT sobre fortalecimento da ação do Estado, a coordenadora de cultura popular da Fundarpe, Maria Acselrad, destacou o interesse da população em repensar a ação do Estado. 'Os membros dos grupos estão muito sensíveis aos interesses da classe e preocupados em traçar novas atribuições e responsabilidades', afirmou.
Algumas das pessoas presentes, como a produtora cultural Ruth Pinho, entravam em discussões como esta pela primeira vez. 'Percebi que grande parte dos participantes está envolvida com o processo há muito tempo e acho que as discussões tiveram um nível muito bom, sempre colhendo pontos de vista diversos sobre os temas', opinou Ruth.
Já o secretário-substituto de Articulação Institucional do MinC, Fred Maia - que esteve presente em todos os 10 encontros estaduais promovidos pelo ministério até agora, viu o evento de forma positiva, com participação intensa e polêmicas necessárias. 'Pernambuco tem uma contribuição de destaque porque conta com movimentos culturais de participação consolidada', resumiu. Ceará, Maranhão, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Bahia, Sergipe e Alagoas já sediaram seus encontros estaduais.
ENCERRAMENTO – Nesta quarta-feira, o Seminário termina com cinco oficinas sobre as políticas públicas e programas de cultura do governo, como Mais Cultura, Diversidade Cultural Brasil Plural, o Sistema Nacional de Cultura e o Cultura Viva. As oficinas começam às 9h, também no Recife Praia Hotel, e têm o objetivo de incentivar a formação e a capacitação de gestores e agentes culturais.
Sistema de Origem
Fundarpe
Coletivo
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Encontro para discutir o Plano Nacional de Cultura reúne cerca de 300 pessoa entre artistas, produtores, agentes e representantes governamentais
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Joana Pires e Rodrigo Coutinho
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Acervo MinC
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O secretário da Identidade e da Diversidade Cultural, Sergio Mamberti, ressaltou a importância de Pernambuco na discussão do plano
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