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Descrição
Samba, pastoril e muito, muito frevo esquentam Garanhuns neste domingo (19). O Palco da Cultura Popular recebe a partir das 11h da manhã o Grupo Folclórico Bacamarteiro Mandacaru, o Pastoril Jesus Menino e o Mestre Zé de Bibi. A diversidade de ritmos segue na Avenida Santo Antônio ao som do frevo genuinamente pernambucano dos Gigantes do Frevo. Quem fecha a tarde é o vozeirão de Paulo Isidoro, um dos baluartes do ritmo no Estado. Sambista desde os 13 anos de idade, o músico já morou em São Paulo e dividiu palco com nomes como Martinho da Vila, Bezerra da Silva e Dona Ivone Lara.
No sábado (18), o público lotou o espaço da Cultura Popular prestigiando o reisado local do Mestre Gonzaga e dançando o coco de Dona Cila, que trouxe de Olinda os seus pupilos e o grito de guerra – “Que beleza!” – animando a galera. Antes, Dona Zabé da Loca subiu ao palco com seu pife e a sexta geração de músicos que a acompanham. Vindos de Buíque, sertão de Pernambuco e de Monteiro (PB), todos foram formados por ela, que traz na veia o autodidatismo e 74 anos de carreira – desses, 25 foram passados numa gruta, ou loca, vindo daí o apelido de Isabel Marques que aos 84 anos recebeu o Prêmio de Revelação da Música Brasileira (antigo Prêmio TIM de Música).
Mas isso é apenas o começo. Quem passar pelo Festival de Inverno de Garanhuns até o próximo domingo (25) ainda confere a Mazurca Pé Quente, do Alto do Moura, de Caruaru, a métrica perfeita e as letras inusitadas do coquista Zé de Teté, de Limoeiro, a Banda de Pífanos do Quilombo de Castainho (elogiada por Carlos Malta no show do último sábado, no Palco Instrumental), o trupé do Coco Raízes de Arcoverde e o Afoxé Alafin Oyó, além da poesia do Unicordel.
DO CHÃO PARA O PALCO – Uma das grandes novidades do Palco de Cultura Popular é a própria estrutura do local. Antes, os shows aconteciam num caminhão, numa infra-estrutura móvel. Hoje, os artistas contam com palco próprio, backstage e todo o aparato necessário para garantir um show de qualidade.
“Precisamos mudar a ‘cultura de espetáculo’ e aumentar o contato do público com o artista. Para o artista popular, o palco é a rua, mas também é preciso trazê-lo para o palco, atrair o povo e fazer com que ele participe”, explica Carlos Carvalho, diretor de Políticas Culturais da Fundarpe. Para Carlos Carvalho, essa democratização da cultura é uma das principais faces do Festival Pernambuco Nação Cultural. “Trazemos um olhar voltado para as 12 regiões de desenvolvimento. Assim, o resultado final traz a realidade de Pernambuco, não apenas da capital”, enfatizou.
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Mariana Reis
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Priscilla Buhr - Acervo Fundarpe
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Público do sábado no Palco Popular
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