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Luiz Mário, diretor da escola Gigantes do Samba, Waldeck Melo, o presidente da Federação de Escolas de Samba e Fabiano, presidente da Escola de Samba Saberé, debateram, na noite desta terça-feira (7), no Teatro Arraial, as escolas de samba de Pernambuco. A discussão fez parte da série Entendendo o Carnaval promovida pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).
Os representantes das escolas de samba defenderam que o ritmo é genuinamente pernambucano. Segundo eles, nasceu com as manifestações de dança e música executadas pelos escravos nos diversos quilombos que se formavam. “Para os baianos o samba é de lá, os cariocas dizem que nasceu no Rio de Janeiro. Cada estado tenta puxar para si a maternidade do samba”, afirmou Carlos Carvalho, mediador do debate. No entanto, por Pernambuco ser conhecido como a terra do frevo, o samba sofria preconceito principalmente por parte da imprensa local que não o considerava digno de destaque.
Tanto Luiz Mário quanto Fabiano ressaltaram que as tradições passam de geração para geração dando continuidade ao processo que mantém vivo o samba em Pernambuco apesar da queda vertiginosa do apoio oferecido pelos órgãos públicos. As reclamações se dirigem para a falta de infraestrutura presente no carnaval da cidade e para o investimento incipiente nas escolas. Um exemplo desse problema vem da escola campeã do Grupo Especial do Carnaval 2009 do Recife, Gigantes do Samba, que custeia seus gastos com as festas promovidas na quadra da escola ao longo do ano.
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Debate promovido pela Fundarpe contou com a presença de representantes das escolas de samba nesta terça-feira (7) no Teatro Arraial
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André Simões
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