Descrição
A exposição Narrativas em Madeira e Muro: Presença da xilogravura popular nas obras de Samico e Derlon vai abrir a edição 2008/2009 do 47º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, na próxima quarta-feira (26). A mostra, que reúne obras do gravador e do grafiteiro, fica em cartaz até o dia 18 de janeiro, no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe).
Sob curadoria de Adriana Dória Matos, Narrativas em Madeira e Muro tem como proposta observar a presença da xilogravura popular nas obras desses dois artistas pernambucanos, apontando as aproximações que se estabelecem entre trabalhos de diferentes épocas e produzidos em diferentes suportes.
Gilvan Samico é conhecido por uma trajetória artística que desde o início foi marcada pela produção de gravuras em madeira. Sua obra, que ao longo do tempo foi depurada em linguagem própria, trouxe uma contribuição original ao acervo de gravuras do Brasil.
O artista iniciou sua carreira com os mestres Lívio Abramo e Oswaldo Goeldi, que o influenciaram, passando a dialogar mais explicitamente com a tradição da gravura nordestina na década de 60, sobretudo entre anos de 1960 e 1966. Neste período, Gilvan Samico desenvolveu um acervo em que se percebe a influência da xilogravura, técnica que servia muitas vezes como ilustração à literatura de cordel, caracterizada pelo traço simples e por temáticas do cotidiano e do imaginário peculiar à cultura local.
É a partir do olhar sobre este período da produção de Samico, composto por não mais que três dezenas de peças, que a exposição busca o encontro entre a obra consagrada do gravador e a do jovem artista Derlon Almeida. Assim como ocorreu com o gravador nos anos 1960, a xilogravura popular nordestina despertou o interesse de Derlon, que nos últimos quatro anos vem espalhando pelos muros do Recife – e também em cidades como Garanhuns (PE) e Marselha (FR) – variados grafites, nos quais se percebe a influência dessa tradição.
Desenvolvendo técnica na qual o traço esfumaçado e a profusão de cores que notabilizam o grafite urbano dão lugar a contornos firmes e economia nas cores, Derlon Almeida insere na cultura jovem e urbana do grafite referências da tradição. Derlon ainda sugere temáticas que se distanciam das propostas pelo hip hop, matriz do grafite local, contando histórias de homens e bichos aos que passam pelas ruas aos mais variados destinos.
SALÃO – Criado em 1942, o Salão de Artes Plásticas de Pernambuco chega à sua 47ª edição com 260 projetos inscritos. Promovido pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), a edição deste ano conta com um aumento de 40% nas inscrições em relação à edição passada. Em 2008, o evento homenageia o pintor Jairo Arcoverde e oferece 21 bolsas para pesquisa ou produção e mais 24 prêmios, totalizando R$ 360 mil em fomento direto para diversas áreas de artes visuais. Já participaram da iniciativa artistas como Vicente do Rego Monteiro, Francisco Brennand, João Câmara e Paulo Bruscky.
Serviço:
Narrativas em madeira e muro: Presença da xilogravura popular reúne as obras de Gilvan Samico e Derlon
Abertura - 26 de novembro, às 19h
Visitação – Até 18 de janeiro, de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e nos sábados e domingos, das 14 às 17h
Local - Museu do Estado de Pernambuco, na Av. Rui Barbosa, 960. Graças.
Mais informações – 3426.5943
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PENC
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Mostra, que promove o diálogo entre o gravurista Gilvan Samico e o grafiteiro Derlon será inaugarada na próxima quarta (26), no Museu do Estado de Pernambuco
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