Descrição
Mesmo com a décima nona edição do Festival de Inverno de Garanhuns chegando ao fim, o público infantil ainda pôde curtir na tarde desta sexta-feira (24) a peça Historinhas de Dentro, encenada pelo grupo Quadro de Cena. O pavilhão montado no parque Euclides Dourado ficou praticamente lotado de crianças que queriam acompanhar a história de Clarinha (Andreza Nóbrega), uma garotinha de apenas sete anos que consegue realizar o desejo de fazer uma viagem por dentro do seu próprio corpo.
E quem não cultiva esse sonho? O desejo da protagonista do espetáculo pôde ser visto também nos olhos atentos de cada criança que lhe assistia. O caminho percorrido por Clarinha, que inclui passagens divertidíssimas pelo estômago francês, o fígado cantor de ópera, o intestino em forma de dragão chinês e as duplas de amídalas e rins, é acompanhado por uma sonoplastia feita ao vivo pelo trio Samuel Lira (flauta e escaleta), Bruno Rodrigues (violão de aço) e Danilo Marinho (bateria). O destino final da personagem é o coração, onde seus médicos detectaram a existência de um sopro.
Cheio de musicalidade e poesia, o espetáculo, dirigido por Samuel Santos, mistura trechos cômicos - que fazem a garotada dar aquela risada gostosa – com mensagens que transmitem valores com a união e a família, mas, sobretudo, traduzem exatamente o que é ser criança, com todas as suas dúvidas e porquês, alegrias, tristeza e imaginação. Em um dos momentos de interação com a platéia, Clarinha desce do palco e pergunta aquilo que todo pai se constrange ao responder: “como foi que eu nasci?”
As respostas de cada um são variadas, mas vem sempre acompanhadas de boas gargalhadas. Alguns disseram que foi do ovo, outros do caroço, de uma semente ou qualquer outra coisa que chegasse à imaginação. Mas para conseguir atingir não só o público infantil, como também aos pais acompanhantes, a peça não faz uso de grandes recursos cenotécnicos. A estrutura é simples o suficiente para encantar a todos e os atores bastante talentosos para conduzir o enredo com naturalidade. Seja adulto ou criança, a viagem vale a pena.
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Débora Duque
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