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Descrição
Protagonistas nos jardins do Museu do Estado de Pernambuco (Mepe), sete esculturas francesas em ferro fundido, do século 19, começam a ganhar uma atenção especial esta semana. Depois de mais de dez anos sem uma manutenção especializada, o Governo do Estado, através da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), está financiando a recuperação das peças com uma equipe de restauradores. O projeto, que irá custar R$ 76 mil, inclui ainda a recuperação de 22 jarros em mármore de carrara e a reprodução de outros 20 vasos.
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As esculturas foram produzidas em uma mesma fundição na França e possuem grande importância histórica e artística. Atualmente, apresentam problemas como corrosão interna e externa, rupturas e perfurações. 'Funcionários antigos comentam que as peças foram apenas pintadas, sem qualquer critério técnico, há mais de 10 anos, pelo Exército. Não consta nenhuma manutenção em 30 anos', diz J. Maciel, escultor e restaurador responsável pela recuperação junto com uma equipe de seis pessoas.
O trabalho já está em andamento e irá durar dois meses. 'Cada peça está sendo recuperada por vez, para que a fachada do Museu não fique desfalcada', acrescenta J. Maciel. O material utilizado tem quatro anos de garantia, mas, segundo o escultor, com uma manutenção adequada é possível estender esse prazo.
ETAPAS - A recuperação é dividida em sete etapas. Primeiro, as partes danificadas, como perfurações e quebraduras, são soldadas. Em seguida, através de um processo químico, é realizada uma decapagem de todas as tintas presentes nas peças, em seguida estas são lavadas a jato, escovadas e lixadas. Posteriormente, as obras recebem uma camada de tinta à base de cromato de zinco, que evita a corrosão e a infiltração. Por último, as esculturas são pintadas, ganhando vida nova.
Todo o trabalho está sendo realizado em uma oficina improvisada, instalada no próprio jardim do Mepe, e supervisionado por membros da Fundarpe e do museu. O transporte das esculturas e jarros para o espaço é realizado com equipamentos específicos, sem risco de comprometimento das estruturas das obras.
Por seu valor histórico e artístico, a idéia é que, após a recuperação, os objetos ocupem espaços externos, sem sofrer com a erosão da chuva, do vento e da maresia. Por isso, todos estão ganhando fôrmas para futuramente virarem cópias em bronze, que serão expostas nos jardins do espaço.
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Fundarpe
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Financiada pela Fundarpe, ação irá recuperar sete esculturas do século 19 e 22 jarros em mármore carrara, obras que ocupam os jardins do Museu
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Alane Lira
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Recuperação das estátuas é dividida em sete etapas
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