Descrição
“Mas que som é esse que vem de Pernambuco?!” A pergunta, com ar de exclamação, está presente na música Lixo do Mangue, uma das 14 faixas que compõem o álbum Da Lama ao Caos, clássico contemporâneo da música brasileira forjado por Chico Science & Nação Zumbi. No dia em que a Esplanada Guadalajara não teve pudores de se assumir mangueboy, apesar dos cerca de 200 km que separam Garanhuns da capital pernambucana, a resposta desta pergunta estava estampada em cada um dos rostos que pulou, cantou, lembrou, se emocionou e participou da grande celebração que foi o show da Nação Zumbi.
Acompanhada pelos convidados especiais Fred 04, B. Negão, Otto, Edgar Scandurra e Arnaldo Antunes, a Nação Zumbi comandou a festa com ares de gala. A importância dos 15 anos do Da Lama ao Caos pode ser medida pelo legado deixado pela obra. “Nós não temos controle sobre o movimento mangue. O Da Lama ao Caos abriu portas para a juventude, fortaleceu a cena local. E não estou falando apenas dos músicos. Nossos técnicos, produtores, toda a cadeia da música de Pernambuco foi beneficiada pelo espaço aberto por Chico, Fred, pela Nação”, comentou Otto, que acompanhou de perto essa revolução pernambucana.
Até mesmo o porta-voz dessa geração esteve presente. Roger de Renor fez questão de vestir o blazer para fazer a abertura do show. “Não é todo dia que temos a honra de acompanhar um aniversário tão especial”, comentou o comunicador. De Monólogo ao Pé do Ouvido a Risoflora, passando por Computadores Fazem Arte, Samba Makossa e por clássicos indefectíveis como Praieira, Rios, Pontes e Overdrives, A Cidade e, claro, o peso sonoro da canção que batiza o disco, todas as músicas do álbum foram tocadas para a Esplanada Guadalajara, ensurdecida pelo alto volume do show. Após a reverência ao álbum, a Nação Zumbi ainda teve pique para tocar outras canções marcantes para o grupo, como os hinos Meu Maracatu Pesa uma Tonelada e Quando a Maré Encher, fechando a noite histórica.
Antes da homenagem ao Da Lama Ao Caos, a Esplanada Guadalajara recebeu os shows de Edu e Maraial, Cabrueira e da Orquestra Contemporânea de Olinda, que preparou o espaço para a Nação Zumbi com a mistura de frevo, ritmos latinos e afro beats. Mistura que dialoga com o conceito forjado, há 15 anos, quando o Da Lama ao Caos fincou, de vez, uma parabólica nos manguezais recifenses.
Sistema de Origem
PENC
Coletivo
subtitulo
Grupo comemorou, com convidados especiais, os 15 anos do álbum Da Lama ao Caos
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Guilherme Gatis
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