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Foi praticamente unânime a avaliação dos empreendedores participantes da IV Feira Mineira da Economia Solidária ouvidos pela reportagem de que a integração da feira na programação à TEIA rendeu bons frutos para todos. Realizada na Serraria Souza Pinto, um dos principais endereços da programação do evento, a quarta edição da feira mineira recebeu também projetos de empreendedores de outros Estados, numa seção à parte chamada de Espaço Criativo. "A avaliação final de vendas e público só faremos no domingo (11), mas já podemos afirmar que foi a melhor feira que realizamos, por causa das condições locais e os atrativos culturais que tivemos da TEIA", afirmou, no final da tarde de sábado (10), Francisca Maria da Silva, a Xica, uma das coordenadoras do Fórum Mineiro de Economia Popular Solidária.
Segundo Xica, o resultado da feira este ano, além de promover o intercâmbio entre os empreendedores e articulação das lideranças, melhorou também o quesito rodada de negócios, diferente das edições anteriores da feira mineira. Ela conta que Minas Gerais possui 14 regionais que somam 1300 empreendimentos de Economia Solidária mapeados pelo Ministério do Trabalho. Economia Solidária é a atividade que agrega várias pessoas para produção de produtos manufaturados, geralmente de forma associativa ou cooperativista. Dentre as suas principais características estão o controle de todas as etapas do processo de produção e a própria venda direta ao consumidor, eliminando a figura do atravessador.
Os principais produtos produzidos nesse esquema conhecido mundialmente como "fair trade" são artesanatos diversos, vestuário de pouca tecnologia e baixa escala, produtos artísticos e alimentos vindos da agricultura familiar, boa parte deles orgânicos. Em Minas Gerais, são atividades que já envolvem 15 mil pessoas. No Brasil, segundo a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), são cerca de 20 mil empreendimentos de economia solidária, responsáveis por algo em torno de 2 milhões de empregos diretos.
Os empreendedores avaliaram positivamente a integração de diversas manifestações artísticas da TEIA (realizadas num palco anexo à feira na Serraria e em meio aos estandes ali colocados), mas alguns criticaram a disposição dos espaços. Para eles, abrigar vários negócios num mesmo estande revelou-se "problemático", assim como a impossibilidade de eles poderem vender também no Espaço Criativo seus produtos.
"Eu sou de São Paulo e ninguém sabia me dizer onde eu iria expor meus produtos. Só depois de iniciada a feira, soube que teria de ficar no Espaço Criativo, onde eu só poderia deixar meus artefatos, sem poder participar da venda aos clientes", disse Lindomar dos Santos, artesão de São Sebastião (litoral paulista), que acabou recuperando algumas peças para vender em espaço compartilhado depois com artesãos de Patos de Minas e Paracatu.
Roberta Janaína de Jesus, da Associação de Mulheres Margarida Alves (AMMA, de Itajubá), disse que não ter gostado de dividir estande com outros empreendedores. "Um atrapalha a venda do outro, fica muito amontoado e falta espaço. Acho que seria melhor se fossem estandes menores e colocados lado a lado", comentou Roberta, que trabalha com brincos e pulseiras. Ela, no entanto, observou que, com isso, não estava deixando de ver méritos na realização da quarta edição da feira mineira de Economia Solidária dentro da TEIA. A maioria dos empreendedores disse que vendeu bem, apesar de não terem fechado ainda suas contabilidades. A chegada do final de semana ampliou ainda mais as vendas com o aumento do público.
A maior parte dos expositores era de empreendedores da economia solidária, mas a feira recebeu também a participação de estandes de duas grandes empresas brasileiras, também patrocinadoras da TEIA: Vale do Rio Doce e Petrobras. Como patrocinadoras, ambas ganharam espaço na feira para exibir seus trabalhos de apoio a projetos culturais ou de geração de emprego e renda por meio de parceria com entidades em suas respectivas áreas de atuação.
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Nossa reportagem ouviu participantes da IV Feira Mineira da Economia Solidária, que consideram muito positiva a integração do evento à programação da TEIA.
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Edson Wander – Especial para o 100canais
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