Descrição
A literatura está ocupando diferentes espaços do município de Garanhuns, no agreste pernambucano. Outras Paradas, Solano Trindade e Porque Eu Compro Cordel foram as intervenções literárias desta segunda-feira (21), durante o 18° Festival de Inverno de Garanhuns. Durante o período do festival serão apresentados cerca de dez diferentes movimentos literários.
Cinco poetas sentados em cadeiras na frente da Casa Galeria Galpão, ao lado de uma placa, estilo parada de ônibus, com o nome do projeto, Outras Paradas. Cada um levantava e declamava uma poesia; ao acabar, sentava na última cadeira e dava espaço para o próximo poeta. Malungo, Valmir Jordão, André Teles, Cida Pedrosa e Fernando Chile se revesaram na tentativa de chamar a atenção dos transeuntes que passavam na movimentada Avenida Rui Barbosa.
Os poemas viajavam por diversas temáticas: sexo, boêmia, política, social, preconceito e outros. O verso, se não fosse do poeta que estava declamando, sempre era acompanhado do nome de quem o escreveu. No recital performático, os versos podiam ser longos ou curtos, interpretados ou apenas declamados, com intervenção ou não dos outros poetas e do público; a intenção era chamar a atenção do público para a literatura e divulgar um pouco do trabalho de artistas não acadêmicos.
“Sempre nos reunimos nos recitais em Olinda e Recife. O projeto Outras Paradas está pela segunda vez no FIG. Na verdade, ele é uma continuação/readaptação do projeto Chá das Cinco”, disse Malungo. Outras paradas é um projeto itinerante e que vai ser apresentado em diferentes espaços da cidade, a partir das 16h, até o dia 26.
Em apoio ao projeto Outras Paradas, o artista Fernando Peres montou uma estrutura de vídeo onde se filmava a intervenção literária e a imagem era reproduzida em tempo real em um aparelho de tv. Fernando Peres está documentando todas as intervenções artísticas da Casa Galeria Galpão, editando e exibindo em um cômodo da própria casa. Diariamente ele insere novas imagens ao vídeo já disponibilizado ao público.
Porque Eu Compro Cordel, de Wagner Porto, aconteceu na Avenida Santo Antônio. A idéia do artista é interagir com o público que compra cordel, sempre provocando respostas com base na pergunta que dá nome ao projeto. As pessoas precisam estar dispostas a responder um formulário poético e, em contrapartida, o artista doa um cordel que a agrade.
Próximo ao Castainho, aconteceu a terceira e última ação literária do dia. A facilitadora Inaldete Pinheiro realizou uma oficina com o tema Solano Trindade – Um poeta pernambucano, em homenagem ao centenário do poeta. Nesse projeto, são disponibilizadas poesias do artista e sempre acorrem debates sobre o trabalho dele.
Além das ações que acontecem diariamente em diferentes lugares, está acontecendo em caráter permanente a Feira de Livros, com exposição e venda dos mesmos. A feira foi dividida em dois espaços, a Livraria Expressa e o Sebo do Luiz. Na Livraria Expressa, o público pode conhecer um pouco mais sobre o Projeto Plantando Sementes, que une a literatura e a preservação do meio ambiente dentro de uma garrafa peti reciclada e trabalhada artesanalmente. Já o sebo Terra Livros, chamado de sebo do Luiz, está com cerca de 1200 peças disponíveis para venda, entre livros, cordéis e pinturas.
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Três apresentações na área de Literatura chamaram a atenção do público durante o FIG nesta segunda-feira
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Carol Araújo
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