Descrição
Trupes e grupos de circo de pequeno porte têm até esta sexta-(31) feira para apresentar propostas e concorrer a incentivos que somam R$ 280 mil, destinados a compra de lonas e equipamentos, por meio do Prêmio Palhaço Cascudo. O edital, lançado pela Fundação do patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), assim como os nove arquivos em anexo, podem ser baixados na área Editais, dentro da aba Fomento.
O formulário preenchido deve ser entregue na sede da Fundação, localizada na Rua da Aurora, nº 463/469, Boa Vista, CEP 50.050 – 000, no horário das 8h às 17h. Também serão aceitos projetos enviados pelos Correios (via sedex ou com aviso de recebimento), com data de postagem até o último dia de inscrição.
A criação do prêmio é uma iniciativa inédita no Estado e vem atender a necessidade do setor, que sofre com a falta de políticas públicas direcionadas a manutenção de grupos pequenos.
Podem participar do processo seletivo tanto pessoas físicas quanto jurídicas, contanto que tenham comprovada atuação no estado há, pelo menos, dois anos. O montante será dividido entre a seis categorias do prêmio, correspondentes a (1) compra de lona vulcanizada; (2) ferragens ou arquibancadas; (3) equipamentos de luz; (4) equipamentos de som; (5) aparelhos de grande porte, como trapézio e cama elástica; (6) e aparelhos de pequeno porte, como monociclo, malabares e equipamentos acrobáticos.
SELEÇÃO – O processo de avaliação será dividido em quatro etapas, que incluem a análise do mérito cultural, análise técnica, análise documental e capacitação. Nesta última etapa, que é eliminatória, os pré-selecionados nas categorias 1,3 e 4 deverão indicar dois de seus integrantes para participar de oficinas de gestão de empreendedorismo circense e de operação de luz/som, oferecidas gratuitamente pela Fundarpe.
Serão aprovadas as propostas que, ao final das quatro etapas, obtiveram os melhores conceitos atribuídos pelos membros da Comissão de Análise e Seleção, composta por um representante da Fundação Nacional das Artes (Funarte) e um da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), além de um indicado pela própria Comissão Setorial de Circo, e três pelas Comissões Regionais de Circo, oriundas de três Regiões de Desenvolvimento do estado.
O resultado final será publicado no dia 23 de setembro, será divulgado no Diario Oficial do Estado, na sede da Fundarpe e neste endereço eletrônico.
PALHAÇO CASCUDO - Nascido em 1930, no bairro de Casa Amarela, no Recife, ainda menino, Francisco Chagas da Costa foi morar em Fortaleza com os pais. Entre idas e vindas, arranjou uma mulher e para se livrar dela, fugiu com o primeiro circo que apareceu para “bater pandeiro”. Já no circo virou artista, locutor, atirador de facas, até nascer opalhaço Cascudo, nome de um peixe que pescou no Rio Grande do Norte.Foi um dos poucos artistas locais que percorreu todo o Brasil em grandes circos.
Nessas companhias exerceu a função de ator e ponto dos dramas circenses, dos quais ainda lembrava os textos de cor. Em Mossoró, no Rio Grande do Norte, conheceu Marluce, no circo do pai dela. Os dois se casaram e construíram sua própria casa de espetáculos. Marluce, companheira na vida e no picadeiro, acompanhava Cascudo em números cômicos apresentados no circo. Alguns anos depois, ao chegar em Piedade (Jaboatão do Guararapes), os dois desarmaram o circo de vez, mas nunca deixaram de repassar os conhecimentos adquiridos durante toda a vida de itinerância. Mesmo fora dos circos, Cascudo ajudou muitas pessoas a armar ou confeccionar lonas com métodos bastante tradicionais. Cascudo também aprendeu bastante quando conheceu Roberto Brasileiro que, segundo ele, foi o melhor perna-de-pau da década de 70.
A partir daí, começou a confeccionar e ensinar essa arte por diversas gerações, apesar de nunca ter subido numa perna-de-pau. Tais atitudes fizeram desse número um dos que mais caracterizam sua família, desde a década de 80. O palhaço Cascudo foi um exemplo de persistência e amor à arte circense, pelas dificuldades que passou e pela vontade que manteve de que seus filhos e netos continuassem na mesma vida que tanto o orgulhava.
(Estes dados são parte da pesquisa monográfica de Gilberto Trindade para a pós-graduação em História da Artes e Religiões pela UFRPE, em 2006, de título: “Terceiras Gerações de Famílias Tradicionais Circenses do Pernambuco no século XXI. Vivendo na Corda Bamba”).
[DOWNLOAD]
> Edital - Prêmio Palhaço Cascudo
> Anexo I - Prêmio Palhaço Cascudo - Formulário de Inscrição
> Anexo II - Prêmio Palhaço Cascudo - Planilha de Orçamento
> Anexo III - Prêmio Palhaço Cascudo - Documentação Necessária
> Anexo IV - Prêmio Palhaço Cascudo - Lista de Material - Categoria 2
> Anexo V - Prêmio Palhaço Cascudo - Lista de Material - Categoria 3
> Anexo VI - Prêmio Palhaço Cascudo - Lista de Material - Categoria 4
> Anexo VII - Prêmio Palhaço Cascudo - Procuração
> Anexo VIII - Prêmio Palhaço Cascudo - Declaração de Responsabilidade
> Anexo IX - Prêmio Palhaço Cascudo - Declaração de compra
Sistema de Origem
PENC
Coletivo
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Interessados em participar de edital no valor de R$ 280 mil, para aquisição de lonas e equipamentos circenses, devem entregar propostas na sede da Fundarpe, das 8h às 17h
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