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Virgínia Borges Coordenadora Estadual dos Pontos de Cultura do Rio Grande do Sul fala sobre a reestruturação das redes estaduais.
A retomada da Cultura Viva agora enquanto Política Nacional também está sendo marcada pela reestruturação das redes dos Pontos de Cultura em todo o país e uma série de ações articuladas de Pontões de Cultura e Comitês Estaduais de Cultura promovendo formações aos Pontos certificados através da Política Nacional Aldir Blanc.
Nesse cenário, os desafios tem sido alinhar as demandas e necessidades dos pontos de cultura recém certificados. Virgínia Borges, Coordenadora Estadual dos Pontos do Rio Grande do Sul e Coordenadora de Projetos do Ponto de Cultura Clube 24 de Agosto em Pelotas (RS), compondo a atual Comissão Nacional dos Pontos de Cultura celebra a reestruturação das redes, impulsionada com recursos, através da Política Nacional Aldir Blanc, mas, também revela uma angústia “são muitos ponteiros, muitos projetos lindos, maravilhosos, mas que estão passando às vezes sem muita informação a galera está chegando com sede, com angústias, com vontades e a gente não ta conseguindo unir essas vontades e tentar responder a cada um na medida que é sua necessidade”.
Atualmente são 787 Pontos de Cultura no Rio Grande do Sul, em Cachoeira do Sul, por exemplo, foram certificados vinte coletivos e entidades no edital municipal de premiação a Pontos e Pontões de Cultura em 2025. Até o momento, apenas dois constam no Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura.
Para Virgínia, a reestruturação e fortalecimento das redes e a realização dos Fóruns Nacionais de Pontos e Pontões de Cultura ocorridos na 6ª Teia Nacional nos dias 19 e 20 de maio em Aracruz (ES) “está sendo um momento mágico, por que a gente está conseguindo se olhar no olho, tirar algumas dúvidas, alinhar o pensamento, acertar o passo”. Nos dois dias de fórum, foram quase mil delegados pensando nessa política nacional para sair com a possibilidade de alinhar o pensamento e o discurso e, como complementa Virgínia, “chegar na ponta, que são os nossos municípios, nossos territórios para dialogar não só com os ponteiros mas também com os gestores. A gente tem esse abraço do Ministério da Cultura ao Cultura Viva, mas a gente ainda sente que é dever do Estado e também um caminho nosso fazer a sensibilidade dos gestores públicos estaduais e municipais para que eles entendam o que é a política e façam a Política Cultura Viva no seu município para quem realmente é Ponto de Cultura, mesmo ainda sem certificado, por que isso é o que nos importa no final das contas, o reconhecimento daquilo que já tem trajetória, que já tem um trabalho consolidado”.
As atividades com delegados representantes de Pontos de Cultura dos 27 estados do Brasil seguem até o dia 24 de maio com a criação dos novos grupos de trabalho, responsáveis pela construção coletiva das propostas que irão orientar as pautas e diretrizes da rede Cultura Viva.
Por Náthaly Weber
Cobertura Colaborativa Teia 2026
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Graduada em Comunicação Social - Relações Públicas é também Produtora Cultural e assessora a banda Bataclã FC e o grupo de percussão afro gaúcha Alabê Ôni.
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Fotos Adenka Luna
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