Descrição
Os ursos e bois de Carnaval foram o tema discutido na quinta-feira (19) dentro do ciclo de debates Entendendo o Carnaval promovido pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) no Teatro Arraial. Estiveram presentes Aelson da Hora, presidente do Boi Faceiro, e Maria Cristina de Andrade, presidente do Urso Cangaçá. O outro convidado, o mestre do Boi Mirim, Manoel Mirim, não pode comparecer. O debate foi mediado mais uma vez pelo produtor cultural Quiercles Santana.
“O boi é teatro, é dança, é música”. A frase sintetiza bem o amor que Aelson da Hora carrega em relação ao folguedo e à cultura de Pernambuco. Tamanho sentimento o fez criar, no ano de 1997, o Boi Faceiro para resgatar o que estava se perdendo da cultura dos bois. A sede, localizada no bairro dos Coelhos, serve como um ponto de discussão para garantir que a tradição dos bois não morra.
Aelson integra a FECBOIS-PE (Federação Cultural dos Bois e Similares do estado de Pernambuco), entidade responsável por dar visibilidade ao grupos de Bois de Pernambuco. O presidente do Faceiro identificou uma melhoria significativa na valorização da manifestação dos bois com o incentivo dos órgãos públicos. “Os bois, felizmente, estão nesse processo de evolução”, comemorou. Também pediu apoio à Fundarpe para registrar, pesquisar e estudar todas as formas de bois que existem espalhadas em Pernambuco.
O otimismo em relação ao impulsionamento do valor das manifestações culturais do estado também fez parte da fala da presidente do Urso Cangaçá, Maria Cristina. Mas ela ressaltou que “é preciso divulgação o ano todo e não só durante o Carnaval”. O Urso, fundado em 1983, desfila com 150 pessoas no Carnaval e é mantido com o trabalho das pessoas de Água Fria, bairro onde se localiza a sede.
A presidente fez questão de agradecer à Casa da Cultura e ao incentivo do Governo do Estado. Ao final foi exibido um curta-metragem com o desfile do Urso Cangaçá filmado durante o Carnaval.
Na próxima terça-feira (24) os debates prosseguem com o tema “Orquestras” e reúnem Maestro Spok e o Maestro Ademir Araújo da Orquestra Popular do Recife com a mediação de Carlos Carvalho. Na quinta-feira (26) o espaço é cedido ao tema “Frevo: a dança” e tem participação da antropóloga Rita de Cássia da Fundação Joaquim Nabuco e Célia Meira da Escola de Frevo, a mediação fica por conta do produtor cultural Quiercles Santana.
PUBLICAÇÃO – Ao final dos encontros, um grande painel da história do ciclo carnavalesco pernambucano será disponibilizado, por meio de uma publicação, organizada pelo jornalista Homero Fonseca. O livro será um registro de tudo o que foi debatido durante a série de palestras. Cada um dos 11 artigos – uma introdução geral com as duas primeiras palestras e um artigo para cada um dos 10 encontros seguintes – será escrito por um jornalista pernambucano convidado especialmente para isso. A intenção é que a obra reúna diferentes de olhares e vozes para se tornar, efetivamente, representativa da diversidade cultural do Estado.
SERVIÇO
24/03
Tema: “Orquestras”
Debatedores: Maestro Spok; Maestro Ademir Araújo (Orquestra Popular do Recife).
Mediação: Carlos Carvalho (Diretor de Políticas Culturais da Fundarpe)
26/03
Tema: “Frevo: a dança”
Debatedores: Célia Meira (Escola de Frevo) e Rita de Cássia
Mediação: Quiercles Santana (Produtor cultural)
Sistema de Origem
PENC
Coletivo
subtitulo
Mais um encontro da série Entendendo o Carnaval para discutir a diversidade das manifestações culturais do Carnaval de Pernambuco
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André Simões
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