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Entrevista com o compositor, músico e instrumentista Antônio Madureira sobre o CD de sua autoria: Brasílica - O Romance da Nau Catarineta (produção fonográfica da Ancestral Produções Artísticas ancestral@novaera.com.br)
Revista Cultural - Maestro Antônio Madureira, qual o propósito do álbum Brasílica - O Romance da Nau Catarineta?
Antônio Madureira - Bom, antes desse trabalho virar CD, ele foi a música para o espetáculo dos 15 anos do Balé Popular, evento que aconteceu no Centro de Convenções - Teatro Guararapes, acho que há 8 anos atrás. André Madureira, o Diretor do Balé, quis marcar essa data com um grande espetáculo, e que esse espetáculo, de certa forma, narrasse, através da dança e, naturalmente, com uma música, a trajetória da história do Brasil.
Revista Cultural - Por que esse título: Brasílica O Romance da Nau Catarineta?
Antônio Madureira - Brasílica por ser um dos nomes antigos do Brasil e o Romance da Nau Catarineta é um romance antigo, uma estória ainda do tempo das navegações, faz parte do romanceiro lusitano, que veio para o Brasil, para o Nordeste, inclusive o núcleo dramático desse romance também é o núcleo dos espetáculos populares conhecidos como Fandango, Chegança, Catarineta, como também existe a forma simplesmente poética do romance. É uma aventura marítima em que uma Nau se perde em alto mar e a tripulação, no desespero, é obrigada a sortear um dos tripulantes para ser executado. E, aparece uma figura que propõe ao capitão da Nau, que ele teria a solução para aquele impasse. O capitão vai negociar com ele e, no final dessa negociação, fica claro que a figura queria ser possuidor da própria Nau ou da alma do capitão. Na verdade, essa figura seria o demônio. Mais uma vez, o mito do Fausto. E o capitão prefere se atirar ao mar, naturalmente que pela sua bravura, os anjos aparecem no momento e o salva das águas e o demônio perde mais uma vez. Contam alguns historiadores, Luís da Câmara Cascudo, por ex., que esse romance da Nau Catarineta, essa estória, existe baseado em um acidente marítimo que aconteceu. Existem algumas hipóteses, como também entre uma delas é que essa Nau saiu de Olinda. Ia saindo daqui para Portugal quando se deu um acontecimento parecido. Outros dizem que o fato se deu pelas Índias. Outros acham que isso é só uma lenda antiquíssima do imaginário do povo.
Fonte: Revista Cultural, abril/2000
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Conteúdo desenvolvido pela equipe de assessoria de imprensa da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe)
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