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Miniatura

Descrição
Algumas pessoas conhecem como “Coco de Mazuca”, mas, no agreste Pernambuco, essa dança (que até pode ser uma variação do coco de roda muito conhecida em Pernambuco e Alagoas), mistura poesia e música, onde as pessoas formam uma roda e de mãos dadas, batem o pé no chão, inclinando o corpo, ora para um lado, ora para outro (são tímidas umbigadas), seguindo sempre o ritmo da música, que é cantada por um mestre puxador, que improvisa versos criados na hora, mas que sempre ressalta a vida cotidiana, principalmente de agricultores. Enquanto o mestre puxa os versos, as pessoas da roda, repetem o mote, num grande coro.
O instrumento que acompanha a música, é o ganzá, apesar de alguns grupos modernos de mazuca, já incluírem outros instrumentos, como caixa, surdo e pandeiro.
Assim era a mazuca tradicional, muito popular no agreste central de Pernambuco, principalmente na zona rural de cidades como Caruaru (Alto do Moura), Agrestina, Tacaimbó Bezerros, Camocim de São Félix, Sairé e Gravatá. A mazuca era m ritmo muito forte, que alegrava as festas até o amanhecer.
Dizem os mais antigos, que além de animar as festas tradicionais de rua, a mazuca tinha uma “função social”, pois era comum as casas na zona rural serem de taipa, e terem o piso de barro batido, e nada melhor do que juntar os amigos da redondeza, para “bater mazuca”, quando necessitavam fazer o piso de suas casas, ou seja, os amigos além de se divertirem, batendo a mazuca, por tabela socavam o piso, e no final da festa, além de alguns amigos bêbados, o piso estava pronto. Aos poucos, a tradição de bater mazuca foi sendo esquecida (pois além da energia elétrica trazer outras possibilidades, como ligar um aparelho de som, e ter uma festa mais fácil e mais barata), os mestres, que possuíam o poder de criar os versos, começavam a envelhecer e/ou morrer, e os mais jovens, preferiam aderir aos ritmos que escutavam na mídia, principalmente nas rádios. O primeiro contato que tive com a mazuca,foi ...
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Sistema de Origem
PENC
Autor/a
Descrição
Atua na área cultural em ONGs na cidade de Gravatá, a mais de 20 anos. Hoje responde pela Diretoria Pedagógica do GAMR "Grupo de Apoio aos Meninos de Rua", sendo responsável técnico por três importantes projetos - Estúdio Social Harald Schoeps (Financiado pelo BNB de Cultura), Fábrica de Cultura (Financiado pela FUNDARPE) e Incentivo a Formação de Banda (Kindernothilfe).
arquivo_original
MAZUCA.doc
tamanho
15201
foto_credito
Edson Oliveira
foto_legenda
Mestre Deca -II Encontro de Mazuca de Gravatá/08

