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Descrição
A cultura da infância existe. Percebendo isso, o Ministério da Cultura lançou em 2008 o Prêmio Ludicidade/Pontinhos de Cultura, iniciativa que premiou com R$ 18 mil mais de 200 projetos em todo o Brasil que reconhecem, incentivam e valorizam as brincadeiras e os jogos infantis como direito da criança e oportunidade de aprendizado.
Do total de iniciativas selecionadas, 27 concentram-se nos Territórios da Cidadania e 93 em áreas de atuação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Dos dez espaços de brincar premiados em Pernambuco, cinco são também pontos de cultura: Centro Cultural Farol da Vila, no Cabo de Santo Agostinho, Coco de Umbigada e Bongar, em Olinda, Centro de Capoeira São Salomão e Corpos Percussivos, no Recife. Além deles, também foram contemplados com o prêmio, em Pernambuco, a Consultoria de Ações Culturais, de Limoeiro, a Casa de Passagem, do Recife, a Escola de Samba Preto Velho, de Olinda e o Maracatu Nação Porto Rico, localizado no Pina (Recife).
A idéia dos Pontinhos de Cultura é unir governo e sociedade para a construção de políticas de infância, por meio de ações que fortaleçam os direitos da criança, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A perspectiva do MinC é que até o final do ano ocorra a ampliação do número de Pontinhos de Cultura, por meio de editais públicos lançados em conjunto com estados e municípios que aderiram ao Programa.
Assim como Bahia, Rio de Janeiro, Ceará e Pará, Pernambuco foi um dos Estados a apresentar propostas para aumentar a rede de instituições conveniadas com o MinC. As negociações para a ampliação da rede estão sendo conduzidas pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).
Além dos Pontinhos de Cultura já reconhecidos pelo Governo Federal, muitos outros Pontos de Cultura de Pernambuco já atuam na preservação da cultura da infância, trabalhando no repasse de conhecimentos de geração em geração, formação de público e valorização de brincadeiras para formação da criança brasileira. Vamos conhecer agora alguns deles:
Alafin Mimi (Alafin Oyó)
O Alafin Mimi é o Ponto de Cultura ligado ao afoxé Alafin Oyó, de Olinda. Repassar a tradição das raízes negras para os pequenos meninos e meninas é o principal objetivo do projeto, que conta com um maracatu mirim, formado pelas crianças da comunidade. O Alafin também trabalha com a Ação Griô, na qual os mestres repassam seus saberes para os mais novos.
Bongar (Um Quilombo Cultural)
Localizada onde no passado existia a Mata do Malunguinho, a comunidade do Xambá é reconhecida como quilombo urbano. Ali fica a sede do Grupo Bongar, contemplado em 2008 com o Prêmio Ludicidade/Pontinhos de Cultura. Lá os mestres griôs são os contadores de histórias: os mais velhos, especialmente as senhoras da comunidade, reúnem as novas gerações para ensinar como tudo começou e preservar a cultura da nação Xambá.
Capoeira São Salomão (Caxinguelês)
Brincadeiras populares e capoeira angola entram na roda quando o assunto é o Projeto Caxinguelês, da Capoeira São Salomão. Desde pequenos, os estudantes das escolas públicas da comunidade do Bode, no Pina, aprendem que capoeira é esporte e é cultura. Aliás, a palavra “caxinguelês” já remonta às crianças que, no início do século XIX, eram abre-alas nas bandas de frevo. Assim, o projeto faz a ligação histórica entre frevo e capoeira. É Pontinho de Cultura.
Centro de Atividades Nilo Coelho (Artes do Sertão)
A Orquestra Jovem Novos Talentos, em Petrolina, trabalha na formação de futuros músicos. Aliás, as crianças e adolescentes do projeto já mostram suas habilidades, executando obras de grandes compositores ao som dos instrumentos musicais e mostrando que, para ser músico, a idade não importa.
Centro Cultural Severin@s (Jornada para o Futuro)
Cordão azul ou encarnado? No Pastoril da Tia Nininha, que existe há 13 anos, as crianças e adolescentes do Centro Cultural Severin@s escolhem seus personagens: o anjo, a borboleta, a cigana, a Diana... Brincando, elas redescobrem esse folguedo, que no passado fez parte da infância de muitas mães da comunidade.
Coco de Umbigadinha (Coco de Umbigada)
No Guadalupe, o coco é de umbigada... e também de umbigadinha. No primeiro sábado de cada mês, o bairro recebe o Coco de Umbigada, às 18h, que começa com apresentação do Coco de Umbigadinha, formado exclusivamente por meninos e meninas dos arredores. Eles e elas cantam as letras populares, dançam e tocam instrumentos como ganzá e alfaia. O projeto foi premiado como Pontinho de Cultura, em 2008.
Corpos Percussivos (Tambores do Pilar)
Premiado como Pontinho de Cultura em 2008, o grupo desenvolve atividades que estimulam a identidade cultural da comunidade do Pilar, no Recife Antigo, e a profissionalização musical a partir da percussão. Valoriza, assim, a tradição oral da cultura popular brasileira para as gerações futuras.
Daruê Malungo
Referência em trabalho social, o Daruê realiza oficinas artísticas e culturais há mais de 20 anos na comunidade de Chão de Estrelas. Atualmente, cerca de 130 crianças estão envolvidas no projeto, que reúne danças populares, formação musical, reforço escolar e biblioteca comunitária.
Ecos de Periferia (Pé no Chão)
O bairro de Santo Amaro é a base da atuação do grupo Pé no Chão que, através do Projeto Ecos de Periferia, traz cultura urbana, hip hop, break, teatro de rua e percussão para a realidade das crianças e adolescentes do bairro.
Escola Comunitária de Música da Bomba do Hemetério
A Orquestra Popular da Bomba do Hemetério (OPBH) desenvolve desde 2004 um trabalho social de formação em música destinado a crianças, adolescentes e jovens da comunidade. A Escola oferece aulas de iniciação musical e ainda oficinas de teatro, clube de leitura, danças circulares e culinária natural, voltada às mães da comunidade.
Escola Pernambucana de Circo
Diversão para toda a família, o circo tem nas crianças a maioria de seu “respeitável público” e também parte de sua futura trupe. É isso o que espera a Escola Pernambucana de Circo que, em suas oficinas, ensina à garotada técnicas circenses. Assim são formados os pequenos trapezistas e malabaristas... Mas o público da Escola Pernambucana de Circo não é só infantil: adolescentes e adultos também participam da formação.
Estrela Brilhante Fazendo Cultura
O Maracatu Estrela Brilhante do Recife tem como missão a preservação, manutenção e transmissão dos saberes relativos à manifestação do maracatu de baque virado. As oficinas proporcionam o encontro dos mestres com crianças, adolescentes e jovens para formação de novos brincantes, futuros mestres e artesões do brinquedo.
Fábrica de Cultura (GAMR)
A cultura popular é o mote para inclusão social de crianças e adolescentes do Alto do Cruzeiro, em Gravatá. Realizado pelo Grupo de Apoio aos Meninos de Rua (GAMR), o projeto envolve maracatu, pífanos, coco e mazurca.
Farol da Vila (Coco de Pontezinha)
Os grupos do Mestre Goitá, do Mestre Roberto Cocada e do Mestre Diezinho realizam ações de formação nas escolas de Pontezinha, ensinando aos meninos e meninas as origens do ritmo e da dança. O projeto também é Pontinho de Cultura.
Geração Futuro (Sanfona Cultural)
O nome já diz tudo. A Geração Futuro, na Mata Sul, foca sua trajetória na formação de crianças e adolescentes a partir do teatro. Em cena, os meninos e meninas descobrem quem são, entendem suas origens, revelam seus sonhos, descobrem projetos de vida. Nos palcos das escolas e das comunidades da região da Bacia do Goitá, eles criam suas histórias e também mostram seus talentos, construindo arte.
Instituto de Artes e Ofícios D. Hélder Câmara (Cultura, Cidadania e Ação)
Com o Ponto de Cultura, são realizadas oficinas de dança popular e percussão, cidadania, roda de leitura e informática no espaço da escola, localizada na comunidade do Tururu, no bairro do Janga, em Paulista. O resultado das oficinas com crianças e jovens é apresentado em eventos em escolas da região, tendo como convidados artistas da terra e mestres griôs.
Samba de Véio
Vem da Ilha do Massangano, em Petrolina, o tradicional Samba de Véio. Mas quem disse que criança não pode participar da brincadeira? Com o Samba de Véio Mirim, os pequenos brincantes aprendem desde cedo a preservar as tradições, sem perder de vista a diversão.
Surdas Vozes Visuais
Crianças e jovens com necessidades especiais são o público-alvo da ação do Centro Suvag de Pernambuco, que desenvolve o projeto Surdas Vozes Visuais, com oficinas culturais, de libras, de comunicação e tecnologia.
Sistema de Origem
PENC
Autor/a
Descrição
Eng. Eletrônico, Comunicador Popular, Músico nas horas vagas
Coletivo
subtitulo
Em homenagem ao dia 12 de outubro, a Fundarpe preparou para você uma reportagem especial sobre os Pontos de Cultura de Pernambuco que trabalham com a infância
assinatura
Mariana Reis
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Priscilla Buhr
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Alguns pontos de cultura de Pernambuco realizam ações de formação e bem estar infantil
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Alan Tygel




