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Descrição
A esquina da Conde da Boa Vista com a Rua da Aurora voltou a ser ponto de encontro dos amantes do cinema, que se aglomeravam na entrada do Cinema São Luiz para receber as senhas da primeira sessão pública do Cinema depois de quase quatro anos. A fila para receber as senhas começou a se formar cedo, às 15h – a bilheteria abriu apenas duas horas depois, para a distribuição dos ingressos do filme O Baile Perfumado, exibido às 19h.
O auditor Afonso Justino foi o primeiro da fila. “Estou há muito tempo querendo ver a reforma desta sala, que considero a mais importante de Pernambuco. Desmarquei uma consulta médica para poder estar aqui”, comentou. As amigas Wilza Carla e Neide Bernardo também chegaram cedo. “É muito importante um espaço como este valorizar o cinema pernambucano”, ressaltou Wilza, se referindo ao novo perfil do São Luiz, que vai priorizar filmes pernambucanos e nacionais.
Para a diarista Raquel Trajano, o filme nem é o mais importante. “Estou na fila apenas para ver como ficou a reforma. Freqüento o São Luiz há muitos anos e estou feliz em voltar aqui. Não vou poder ficar para o filme por conta de um compromisso, mas espero que mais para frente, quando reabrir de verdade, as sessões comecem mais cedo”, comentou. A grade de programação do Cinema ainda não foi fechada, mas os preços já foram definidos - R$ 4 e R$ 2 (meia entrada).
A fila também estava formada por jovens que não acompanharam os tempos áureos do Cinema São Lui
z, como as irmãs Ana Luíza Neves e Bárbara de Sá. “O primeiro filme que vi na vida foi aqui, pouco antes de fechar. Acho muito importante que a sala priorize os filmes pernambucanos, pois é muito difícil ver nas salas de shopping os filmes que são produzidos aqui”, comentou.
Por volta das 18h30 os portões foram abertos ao público. A presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo, recepcionou a platéia e convidou Fernando Spencer, patrimônio vivo de Pernambuco e diretor do curta Nossos Ursos Camaradas, para apresentar seu filme. Devido à grande procura, a cota de ingressos distribuídos foi ampliada para 800 lugares.
Cristiano Régis, gestor administrativo do Cinema, ressaltou que o público que compareceu à reabertura se comportou de maneira exemplar. 'As pessoas têm um respeito natural por tudo o que o São Luiz representa. Mesmo após o término da sessão, várias pessoas continuaram na sala para tirar fotos e apreciar os detalhes da reforma'. Não é permitido entrar com comidas ou bebidas na sala.
PROGRAMAÇÃO – No restante da semana o Cinema São Luiz continua a sessão de longas e curtas pernambucanos. Nesta quarta-feira, às 19h, o curta Até o Sol Raiá (melhor curta brasileiro no AnimaMundi 2008) será exibido antes de Orange de Itamaracá. Na quinta, o curta Ave Maria ou a Mãe dos Sertanejos (melhor curta do Festival de Brasília em 2009) abre para o documentário KFZ-1348. Fechando a semana, serão exibidos o curta Cachaça e o longa Deserto Feliz, que fecha a primeira semana de exibições gratuitas.
Confira abaixo a programação da semana de reabertura do São Luiz:
Quarta-feira (13)
Até o Sol Raiá (2007, 12 minutos), de Fernando Jorge e Leanndro Amorim
Orange de Itamaracá (2006, 78 minutos), Franklin Júnior
Sinopse:
O filme narra a trajetória de um detento condenado a passar 16 anos preso que decidiu utilizar o tempo na cadeia para construir uma nova vida se dedicando à limpeza do Forte Orange, na antiga Penitenciária Agrícola de Itamaracá (P.A.I), tornando-se um dos principais defensores do monumento.
Quinta-feira (14)
Ave Maria, Mãe dos Sertanejos (2009, 12 minutos), de Camilo Cavalcanti
KFZ-1348 (2008, 81 minutos), Gabriel Mascaro e Marcelo Pedroso
Sinopse:
A história de um fusca vendido em 1965. Quarenta anos se passam e o carro vai parar num ferro-velho do Recife, com a placa KFZ-1348. Nessa trajetória de quatro décadas, o carro passou pelas mãos de outros sete proprietários. O documentário KFZ-1348 parte em busca dessas histórias, tendo o carro como fio condutor.
Sexta-feira (15)
Cachaça (1995, 13 minutos), Adelina Pontual
Deserto Feliz (2007, 88 minutos, classificação indicativa: 16 anos), Paulo Caldas
Sinopse:
No longa-metragem, Jéssica (Nash Laila) é uma jovem sertaneja de 14 anos que, após ser violentada pelo padrasto, foge para Recife onde acaba caindo nas armadilhas do turismo sexual. Ali, ela conhece Mark (Peter Ketnath), um turista alemão por quem se apaixona e conhece o afeto pela primeira vez.
Sistema de Origem
PENC
Autor/a
Descrição
Eng. Eletrônico, Comunicador Popular, Músico nas horas vagas
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Priscilla Buhr
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A fila para a reabertura do São Luiz foi formada desde as 15h e se extendeu até o início da Conde da Boa Vista
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Alan Tygel




