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Um grupo bastante heterogêneo formados por 250 estudantes trocou, nesta terça-feira (8), a sala de aula por uma sessão de cinema gratuita no São Luiz. A atividade faz parte do Cine Cabeça, projeto promovido pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) em parceria com a Secretaria de Educação, que originalmente atendia apenas escolas da rede estadual de ensino participantes do Programa Células Culturais, e, a partir de agora, passará a contemplar também instituições privadas e outros projetos sócio-educativos.
A primeira sessão dedicada às visitas agendadas contou com alunos da escola municipal Antônio Vieira de Melo (Jaboatão dos Guararapes), do Instituto Capibaribe (rede privada) e do Projeto Protejo (Secretaria da Juventude), além de participantes dos programas Comunicando e Desenhando Culturas, desenvolvidos nas comunidades de Peixinhos, Santo Amaro e Brasília Teimosa. A platéia pôde assistir ao curta Simião Martiniano: um camelô do cinema, de Clara Angélica, e ao longa-metragem de ficção Uma onda no Ar , Helvécio Ratton.
“Em ambos os filmes, os jovens puderam conhecer histórias de pessoas que, apesar das dificuldades, conseguiram vencer na vida”, afirmou Andréa Motta, coordenadora do Cine Escola, entidade que executa o projeto. Se no curta os alunos conheceram a trajetória de um dublê de camelô que virou um cineasta autodidata, no longa puderam compreender a função social das rádios comunitárias na mobilização dos moradores vítimas da violência urbana.
“O filme foi bom para a gente se conscientizar de uma realidade diferente da nossa”, afirmou Marina Felizardo, estudante da 7ª série do Instituto Capibaribe. Para o monitor do Espaço Juventude em Movimento, Adson André, o longa mostrou um cotidiano que é vivenciado todos os dias pelos jovens com quem trabalha, em Santo Amaro. “Ali a gente viu o melhor daquela comunidade em Belo Horizonte e é isso que a gente tem que mostrar aqui”, disse em alto e bom som para o jovem público.
A idéia é que, após a exibição, os estudantes trabalhem as temáticas observadas nos filmes junto com os professores, estimulando, assim, a capacidade de crítica e observação. “Cinema é leitura de mundo. O audiovisual propicia uma ampliação dos universos dos estudantes, que podem utilizar os exemplos mostrados nos filmes em seu próprio cotidiano”, pontuou Andréa Motta.
Além das terças-feiras, o Cine Cabeça também acontece nas quartas e quintas, quando é voltado exclusivamente para as escolas participantes do Células Culturais. Aos sábados, estudantes e público de modo geral participam de uma sessão cineclubista com filmes nacionais, mediada pela Federação Pernambucana de Cineclubes (Fepec). Até o momento, já foram atendidos cerca de 2.500 jovens da rede estadual de ensino.
As escolas ou instituições que tiverem interesse em participar do Projeto, devem agendar a data para a ida ao São Luiz por meio do telefone (81) 3463.6622. Clique aqui, para ver as fotografias do Cine Cabeça do dia 08 de junho.
CÉLULAS CULTURAIS - O Cine Cabeça integra o Programa Células Culturais, que, além de realizar atividades ligada ao audiovisual, atua em mais de 40 escolas de 14 comunidades da Região Metropolitana do Recife (RMR), promovendo oficinas culturais e artísticas de diversas linguagens – cultura popular, dança, teatro, artesanato, etc - para estudantes do nono ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. O foco do programa são instituições localizadas em áreas vítimas de violência urbana ou em situação de risco social, mapeadas pelo Pacto Pela Vida.
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PENC
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Eng. Eletrônico, Comunicador Popular, Músico nas horas vagas
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Projeto que já beneficiou mais de 2 mil estudantes da rede estadual de ensino começa a atender também escolas da rede privada.
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Alan Tygel




