Descrição
O Museu do Estado de Pernambuco (Mepe) servirá de cenário para a cerimônia de posse de mais um imortal da Academia Pernambucana de Letras e Artes do Nordeste (Alane). O escultor, gravurista e pintor Flávio Gadêlha será empossado na cadeira 49 da entidade na próxima quinta-feira (5), às 19h, e aproveita a ocasião para inaugurar a exposição O Sonho, que fica em cartaz no hall do Museu até o dia 17 de agosto.
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A abertura da solenidade ficará a cargo da presidente da Academia, Ana Maria César, seguida por um recital da violinista Maria Carla Gadêlha e da cantora lírica Helena Buarque Gadêlha – irmã e filha do homenageado, respectivamente -, acompanhadas do pianista Levi Guedes. Haverá ainda a declamação, por Geninha J. Borges, do poema Volúvel, mas fiel à beleza, escrito por Cloves Marques em homenagem ao artista plástico.
A vaga na Academia foi aberta após o falecimento, em 2009, do acadêmico José Rafael de Menezes. O nome de Gadêlha foi uma indicação do poeta e também imortal Cloves Marques. O título é um reconhecimento ao trabalho artístico desenvolvido pelo recifense, que começou a pintar aos 11 anos de idade. Atualmente, ele também se dedica a criação de esculturas e gravuras. Para isso, o artista conta com máquinas de litografia, uma de suas especialidades, além da prensa de metal e do aparato para produzir xilogravuras. Sua arte é feita sobre diferentes tipos de primatura, desde pintura em telas, sobre azulejo, passando pelo ferro,
bronze e concreto.
Enfoque nas relações familiares e no Amor
Os momentos em família e a busca do ser humano pela realização pessoal através do amor inspiraram Flávio Gadêlha na composição de seu novo trabalho. A exposição O Sonho aborda os sentimentos afetivos que permeiam as relações humanas e constroem os laços entre as pessoas. O interesse do artista pelo tema começou em ocasião do casamento do seu filho Hermes Gadêlha, em 2008, quando passou a observar os momentos vivenciados por seus familiares e a relação do homem com o amor.
“Abordo o tema sobre o outro aspecto do amor, que é a entrada na vida, uma iniciação, um rito de passagem, a beleza de todas as coisas. O mundo da expectativa da concretização dos sonhos, os 15 anos entre o adulto e a criança, fantasia e realidade”, explica o artista. Gadêlha conta, ainda, que a mostra tenta levar o público a uma reflexão sobre a importância dos momentos em família os quais, na visão do artista, têm sido colocados em segundo plano em decorrência de uma vida repleta de compromissos diários como as atividades profissionais.
A exposição é composta por 12 rolos de tecido em tela de diversas medidas e 14 quadros. A parte em tecido apresenta imagens que remetem à convivência familiar, e a fase da adolescência junto com as descobertas como o primeiro amor. As imagens emolduradas retratam o amor, representado por casais de noivos, caso das obras Desejo de Noivos, Apaixonados e Louco de Amor, entre outras. O material foi produzido no ateliê que o artista mantém em Gravatá, no interior de Pernambuco. “Os rolos de tecidos ficavam abertos no chão do jardim e eu caminhava entre a pintura o que me proporcionou grande liberdade de ação. Fui pintando, acrílicos, óleos, crayons, fusain colas, enrolando como pergaminhos e a cada momento misturando paisagem, ação e figuras” explica Gadêlha.
A exposição fica em cartaz até o dia 17 deste mês e pode ser conferida de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 17h. A taxa de entrada no Mepe custa R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia).
SERVIÇO
Posse de Flávio Gadêlha e abertura da exposição O Sonho
Local: Auditório Joaquim Cardoso, Museu do Estado de Pernambuco (Av. Rui Barbosa- 960 Graças)
Dia: 05/08, às 19h
Visitação
Terça a sexta-feira, das 9h às 17h.
Sábados e domingos, das 14h às 17h.
Agendamentos de visitas: (81) 3184-3174
Sistema de Origem
PENC
Autor/a
Descrição
Eng. Eletrônico, Comunicador Popular, Músico nas horas vagas
Coletivo
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Com mais de 40 anos de carreira, artista é empossado na Academia Pernambucana de Letras e inaugura a mostra O Sonho
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Alan Tygel




