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A cerimônia de abertura da 6ª Teia Nacional que ocorreu nesta quinta-feira (21) não foi palco somente para os anúncios dos novos decretos e assinatura de portarias importantes para a Cultura, em especial para Mestres, Mestras e para as culturas populares do Brasil, foi uma mostra da transformação que a Política Nacional Cultura Viva vem realizando nos territórios.
A Secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Márcia Rollemberg destacou que nos últimos três anos o número de Pontos de Cultura quadruplicou. Impulsionada principalmente pela Política Nacional Aldir Blanc, hoje a rede conta com mais de 16 mil entidades e coletivos certificados. Os primeiros dias da Teia foram dedicados aos Fóruns Nacionais de Pontos e Pontões de Cultura, assim como o Encontro Nacional de Gestores Cultura Viva quando também foi eleita a nova Comissão Nacional dos Pontos de Cultura.
O impacto desses dados estão sendo percebidos na prática nos territórios como a reaproximação da juventude com a suas culturas, formando novas lideranças que se reuniram no 1º Encontro Nacional de Agentes Jovens Cultura Viva: pulsando com os territórios para o bem viver, com debates sobre vivências locais, acessibilidade, participação social e construção de políticas públicas a partir dos territórios.
Também como resultado dos investimentos na cultura de base comunitária, o Presidente Luís Inácio Lula da Silva e a Ministra da Cultura Margareth Menezes anunciaram, entre outras ações, a criação da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares e as portaria que regulamentam a Rede Nacional de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e o Programa Festejos Populares do Brasil. Essas ações valorizam um conjunto de criações culturais que são transmitidas predominantemente pela oralidade e baseadas na tradição e reconhecem mestres e mestras como detentores desses conhecimentos garantindo ainda fomento para manutenção de seus fazeres e festejos como São João, Carnaval, Boi-Bumbá e Folia de Reis.
A primeira-dama Janja Silva, convidada a falar pela Ministra Margareth Menezes, aproveitou a oportunidade para fazer um pedido importante "Não deixem nossos filhos tomarem a pílula vermelha". Essa fala se refere à uma rede de perfis que vem distribuindo conteúdos que estimulam o ódio à mulheres em todo o país, atingindo especialmente homens jovens, resultando em crimes dentro das escolas por todo o país.
Ela, que lidera o Pacto Nacional contra o Feminicídio, destacou a importância da cultura e da rede Cultura Viva para transformar a cultura machista da sociedade. "Nós, mulheres que estamos nos pontos de cultura, vivemos a dura realidade da violência no território, nas comunidades. Esses espaços são para falar de música, literatura, arte, ter aulas, mas também precisamos transformar corações e mentes dos nossos companheiros, filhos e pais e dizer que nossa vida importa, nossa vida vale muito."
A Ministra lembrou ainda um episódio que chamou a atenção no período da campanha à presidência, quando Lula disse que criaria o Ministério do namoro e afirmou que temos hoje no governo o Ministério do Amor e que “O Ministério do Amor é o MinC”. Como disse o presidente Lula em sua fala final, “a educação nos ensina, mas a cultura revoluciona”.
Por Náthaly Weber
Cobertura Colaborativa Teia 2026
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Temas como a juventude, combate à violência contra mulheres e reconhecimento de culturas populares fazem parte da retomada da cultura pelo desenvolvimento humano.
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Foto: Thais Gobbo / Foto Adenka Luna
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Cortejo de abertura da 6ª Teia Nacional - Foto: Thais Gobbo / Agentes Jovens de Cultura Viva - Foto Adenka Luna
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