Miniatura

Descrição
Em pleno século 21, ainda há quem fique chocado com manifestações artísticas que envolvem nudez e dor física, como se esses recursos, por mais velhos que sejam, renovassem seu poder de transgredir a normalidade com novos significados a cada contexto cultural. No último sábado, no Pátio de São Pedro - Centro do Recife, o Grupo Empreza, formado por artistas de Goiás, conseguiu surpreender a platéia e dividir opiniões com uma série de cinco performances bastante provocativas nesse sentido.
Os artistas comeram cera quente derretida, arrancaram literalmente os cabelos da cabeça e cortaram os dedos para desenhar com sangue. Quando não estavam nus, tinham o corpo coberto por véus, vestidos longos ou paletós com gravata. Ao confrontar a formalidade com a transgressão, durante cerca de duas horas, construíram uma espécie de realidade paralela, onde tudo podia ocorrer sem limites entre ordem e caos.
Na primeira performance, um homem engravatado andava pelo meio do público com um turíbulo que soltava fumaça. Ele usava uma máscara sadomasoquista enquanto transportava o objeto, normalmente usado por padres católicos para espalhar incenso. Na segunda, dois artistas cortaram seus dedos polegares com giletes e desenharam com sangue na parede o contorno das sombras de duas mulheres que abriam os braços formando um símbolo.
Na terceira performance, cinco pessoas interagiam, de diferentes formas, com bandejas de parafina em chamas que derretiam e escorriam no chão, nas paredes (provocando a sensação de risco de incêndio), nos corpos e também na boca de um deles. Na quarta ação, uma mulher derramou gesso líquido e quente sobre uma outra ajoelhada, ambas cobertas com véus.
A quinta e última performance levou expressões de desconforto à platéia. Dois homens, um de frente para o outro, tiveram seus cabelos grampeados e pregados na parede. Depois de rigidamente presos, eles tiraram a roupa e começaram a fazer força para se libertar, arrancando os tufos de fios com visível dor.
O Grupo Empreza demonstrou domínioda técnica performática e soube combinar diversos recursos pontuais, mas seu trabalho ainda parece um exercício de linguagem, sem uma contribuição ou discurso mais firmes, que amarrem o conjunto. As performances foram realizadas dentro da casa número 17 do Pátio de São Pedro, onde funciona o museu Mamam no Pátio. Por coincidência, um casamento também ocorria na igreja de São Pedro, no mesmo momento.
Os artistas comeram cera quente derretida, arrancaram literalmente os cabelos da cabeça e cortaram os dedos para desenhar com sangue. Quando não estavam nus, tinham o corpo coberto por véus, vestidos longos ou paletós com gravata. Ao confrontar a formalidade com a transgressão, durante cerca de duas horas, construíram uma espécie de realidade paralela, onde tudo podia ocorrer sem limites entre ordem e caos.
Na primeira performance, um homem engravatado andava pelo meio do público com um turíbulo que soltava fumaça. Ele usava uma máscara sadomasoquista enquanto transportava o objeto, normalmente usado por padres católicos para espalhar incenso. Na segunda, dois artistas cortaram seus dedos polegares com giletes e desenharam com sangue na parede o contorno das sombras de duas mulheres que abriam os braços formando um símbolo.
Na terceira performance, cinco pessoas interagiam, de diferentes formas, com bandejas de parafina em chamas que derretiam e escorriam no chão, nas paredes (provocando a sensação de risco de incêndio), nos corpos e também na boca de um deles. Na quarta ação, uma mulher derramou gesso líquido e quente sobre uma outra ajoelhada, ambas cobertas com véus.
A quinta e última performance levou expressões de desconforto à platéia. Dois homens, um de frente para o outro, tiveram seus cabelos grampeados e pregados na parede. Depois de rigidamente presos, eles tiraram a roupa e começaram a fazer força para se libertar, arrancando os tufos de fios com visível dor.
O Grupo Empreza demonstrou domínioda técnica performática e soube combinar diversos recursos pontuais, mas seu trabalho ainda parece um exercício de linguagem, sem uma contribuição ou discurso mais firmes, que amarrem o conjunto. As performances foram realizadas dentro da casa número 17 do Pátio de São Pedro, onde funciona o museu Mamam no Pátio. Por coincidência, um casamento também ocorria na igreja de São Pedro, no mesmo momento.
Sistema de Origem
Iteia
Coletivo
subtitulo
Performances de grupo goiano causam estranhamento ao público recifense
assinatura
Diario de Pernambuco - PE
foto_credito
Flávio Lamenha/Divulgação
foto_legenda
Entre outras bizarrices, artistas do Empreza arrancaram cabelos e comeram cera derretida diante do público
home
1
secao
0




