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Descrição
O Centro de Cultura Lagoa do Nado comemora 15 anos e garante a festa para seu público. As comemorações acontecem de junho a outubro, com muita música e teatro. O início é no sábado, dia 7, com a Cia Reviu A Volta, que apresenta o espetáculo “A Votre Service”, às 20h. E no domingo, dia 8, o show começa às 11h, com Chico Lobo, Grupo Tambolelê e Rubinho do Vale. A promoção é da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura e do Centro de Cultura Lagoa do Nado, que fica na rua Ministro Hermenegildo De Barros, 904, bairro Itapoã.
No espetáculo “A Votre Service”, os atores partem do espaço vazio e montam, em cena o seu espaço de representação. Delimitados por uma corda de anéis, os personagens saem em busca de suas graças, de si mesmos e do sentido para tudo que fazem. A montagem se viabiliza utilizando textos de autores com J.L.Borges, Henry Miller, Kafka e Baudelaire. O elenco é composto por Aleixo da Cruz, Luciana Veloso, Wellison Pimenta e Wesley Simões. A direção é de Marcelo Cordeiro e a Dramaturgia de Isabel Jimenez e Letícia Andrade.
O violeiro, compositor e “cantador” mineiro, Chico Lobo se dedica a apoiar a difusão da viola caipira e de outros violeiros. Em seu espetáculo, “Viola Popular Brasileira”, apresenta uma síntese de mais de uma década de carreira, com folias, catiras, lundus, reisados, modas de viola, e cateretês, além de prosa e “causos”. Chico Lobo, que recentemente lançou seu 1° DVD, acredita na importância da viola caipira e afirma que o instrumento está em sua melhor fase no Brasil.
Já o grupo mineiro Tambolelê é, essencialmente, percussivo e seu trabalho tem como proposta registrar os ritmos “afro-mineiros”, dando um toque especial e fazendo novas leituras do imaginário da cultura popular brasileira. O grupo utiliza instrumentos confeccionados pelos próprios integrantes e outros, não convencionais, para conseguir uma mistura frenética de sons. Eles trabalham várias formas de expressão corporal, facial e vocal, usando técnicas circenses, teatro e música.
O cantor Rubinho do Vale, que nasceu no Vale do Jequitinhonha (MG), já gravou vários LPs e CDs independentes, em Minas Gerais. Essa trajetória começou em novembro de 1979, no "I Encontro de Compositores do Vale do Jequitinhonha”, quando concretizou sua vontade de tocar e cantar pelo Vale. Assim, Rubinho faz da voz e da viola, marcas relacionadas à sua cultura. Sua proposta é cantar com comprometimento com a transformação social, resgatando os valores da sua terra. Esse trabalho já foi homenageado pelo Presidente Lula e pelo Ministro da Cultura Gilberto Gil.
15 anos de história
O Centro de Cultura Lagoa Nado foi criado obedecendo a uma diretriz da Lei Orgânica do município de Belo Horizonte. Isso ocorreu dentro de um contexto que compreendia a implantação de uma política de descentralização cultural. Neste processo, foi fundamental a mobilização da comunidade em torno, que diante da possibilidade de ter a área transformada em condomínio privado, utilizou-se das ações culturais como ferramenta para fortalecer e reverter tal situação. Isso resultou na implantação do Parque Municipal Fazenda Lagoa do Nado e, posteriormente, do Centro de Cultura Lagoa do Nado.
Nestes 15 anos de existência, o Centro de Cultura Lagoa do Nado recebeu 700.000 pessoas de diversas regiões da cidade, que participaram de oficinas artísticas culturais, debates, mostra de vídeos, exposições, espetáculos nacionais e internacionais. Ao longo desses anos, contou com diversos atores sociais que ajudaram na mobilização, consolidação e democratização do acesso à cultura. Foram músicos, atores, poetas, escritores, contadores de histórias, produtores, técnicos, agentes culturais, ambientalistas, funcionários e mestres de todos os ofícios que fizeram parte da história do Centro de Cultura Lagoa do Nado.
Confira a programação para os próximos meses:
• Dia 12 de julho, sábado, às 15:30h - Laboratório do Grupo Galpão, que apresenta o “Projeto Pé na Rua”.
• Dia 13 de julho, domingo, às 11h - Markú Ribas, Gurú Martins, Saldanha Rolim.
• Dia 03 de agosto, domingo, às 16h - Dércio Marques
• Dia 14 de setembro, domingo, às 11h - Titane e Pereira da Viola
• Dia 12 de outubro, domingo, às 11h - Doroty Marques, Paulinho Pedra Azul e o Grupo Teatro Negro e Atitude
Sistema de Origem
Autor/a
Descrição
A Prefeitura de Belo Horizonte criou a Fundação Municipal de Cultura para incentivar ainda mais a produção cultural da cidade. Com a Fundação, que substituiu a antiga Secretaria Municipal de Cultura, a Lei Municipal de Incentivo à Cultura assim como todas as ações e projetos foram mantidos.
Integram os equipamentos da Fundação Municipal de Cultura, o Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte; a Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte; as Bibliotecas Regionais Bairro das Industrias, Bairro Renascença, São Cristóvão e Santa Rita de Cássia; os Centros Culturais Alto Vera Cruz, Pampulha, São Bernardo, Zilah Spósito, Venda Nova, Vila Marçola e Liberalino Alves de Oliveira; os Centros de Cultura Belo Horizonte e Lagoa do Nado ; o Centro de Referência Audiovisual; a Casa do Baile; os Museus de Arte da Pampulha , Histórico Histórico Abílio Barreto e o de Mineralogia Prof. Djalma Guimarães e os Teatros Municipais Francisco Nunes e Marília.
A política cultural da cidade está formulada de forma ainda mais democrática e participativa. O Conselho Curador da Fundação é composto por 11 integrantes - representando a sociedade - e respectivos suplentes, ligados a todos os segmentos culturais como as artes cênicas , artes visuais, artes plásticas, literatura e música. O Conselho opina sobre a elaboração e execução de projetos culturais para a cidade, acompanha a administração da Fundação e delibera sobre a contratação de empréstimos e financiamentos.




