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Em sua segunda fase, o edital selecionou 61 projetos nas categorias de curta e longa-metragem, produtos para a TV, Incentivo ao cineclubismo, Formação, Difusão e Pesquisa.
Com R$ 6 milhões destinados ao fomento do audiovisual, recorde de investimento no setor, o governo do Estado divulgou, na manhã desta quinta-feira (20), o resultado da segunda fase do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura/Audiovisual). O anúncio dos 61 projetos contemplados pelo edital 2009/2010 foi feito pela presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Luciana Azevedo, em cerimônia realizada no Cinema São Luiz.
Cineastas, cineclubistas e produtores ligados à área do audiovisual no Estado prestigiaram o evento que contou também com a presença da coordenadora de Cinema e Vídeo da Fundarpe, Carla Francine, a diretora de gestão do Funcultura, Martha Figueiredo, o representante da Comissão Deliberativa do Fundo, Adriano Marcena e da presidente da Associação Brasileira de Documentaristas, Cynthia Falcão.
Martha Figueiredo comemorou o resultado do edital comentando o compromisso da gestão administrativa do Estado com as políticas públicas direcionadas ao fomento cultural. “Saímos todos vitoriosos”, disse, lembrando da responsabilidade que envolve a análise dos projetos inscritos no concurso. “As comissões atuam de forma ética e comprometidas com as diretrizes que norteiam a gestão de cultura da Fundarpe”, ressaltou ela.
A coordenadora de Cinema e Vídeo da Fundarpe, Carla Francine, apresentou o balanço das três edições do Funcultura /Audiovisual. De acordo com os dados, na primeira ediçaõ, realizada em 2007, foram contemplados 27 projetos totalizando dois milhões e cem mil reais em recursos. Em 2008, o Funcultura destinou R$ 4 milhões para 47 iniciativas. “O Governo tem se esforçado para cumprir com o compromisso de garantir apoio às produções locais. É um processo em constante construção, que precisa estar sempre sendo reavaliado através do diálogo com a cadeia produtiva”, destacou.
Em seu pronunciamento, Luciana Azevedo lembrou os investimentos direcionados ao setor do audiovisual elencando projetos como o Cine Cabeça, que contribui para inclusão cultural de estudantes de escolas públicas. Ela enfatizou ainda o caráter integrador da linguagem cinematográfica e sua relevância para a divulgação da região e seu desenvolvimento econômico. “O cinema é um instrumento de construção de identidade e referência cultural. É uma linguagem que não é mais importante do que as outras, mas consegue alcançar diversos espaços e contribuir para a promoção de Pernambuco em todo o País”, declarou.
Inclusão – Pela primeira vez na história do Funcultura/Audiovisual um trabalho direcionado para o público portador de deficiência auditiva foi classificado pela comissão julgadora do concurso. A proponente Tatiana Nunes é responsável pela concepção do projeto AnimaLibras, selecionado na categoria de Difusão, Formação e Pesquisa, e não conseguia esconder a emoção quando soube, através de uma tradutora de libras presente na cerimônia, da seleção de seu trabalho. “Estou muito feliz por que vou conseguir quebrar muitas barreiras com esse projeto e estimular pessoas que possuem o mesmo problema que eu na produção de vídeos”, comentou ela.
De acordo com Carla Francine, a aprovação do projeto AnimaLibras cumpre o dever do Fulcultura com as demandas de cunho social. “O trabalho foi muito bem elaborado, teve uma defesa oral bem sucedida e atendia a todos os critérios da comissão julgadora”, destacou.
O AnimaLibras recebeu apoio de R$ 70 mil e será direcionado a alunos da rede pública do ensino fundamental.
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