Descrição
O tradicional Cine São Luiz – que desde o ano passado passou a integrar a rede de equipamentos culturais da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) – é um verdadeiro canteiro de obras. Operários trabalham duro para deixar tudo pronto para o dia da reabertura, marcada para o dia 9 de dezembro, quando também haverá a Conferência Estadual de Cultura, marcando um novo ciclo para a sala. Na reforma física, o Governo investiu cerca de R$ 1,2 milhão.
A obra, iniciada em julho deste ano, conta atualmente com mais de 50 homens trabalhando em dois turnos, a fim de garantir a conclusão dos serviços até o dia da abertura ao público. Ao todo, funcionários de seis empresas diferentes estão trabalhando no local.
Entre os serviços em estágio final, estão os de revisão das instalações elétricas e hidráulicas; limpeza dos dutos do ar condicionado e modernização do sistema de climatização. As novas poltronas – no mesmo modelo das utilizadas na inauguração, em 1952 – já estão sendo colocadas. Também já foi comprado o carpete. “Fizemos questão de preservar o projeto original do cinema, somente adequando para nova realidade', comentou Luciana Azevedo, presidente da Fundarpe, lembrando que as adequações se referem às cadeiras para obesos e espaço para portadores de necessidades especiais.
Mas são os trabalhos iniciados neste mês já começam a dar cara nova ao São Luiz. Isso porque, estão sendo realizadas obras civis de acabamento, recuperação estrutural, revitalização de fachada, pintura dos detalhes internos da sala, entre outros. Os detalhes do revestimento em gesso das paredes e do teto, uma das marcas do cinema, estão totalmente reformados, inclusive com as cores originais.
A sala do São Luiz contará com 992 lugares, 100 a menos do que no projeto original. Um novo sistema de som Dolby Analógico – com 26 caixas de som lateral e três, por trás da tela – e um projetor de filmes 35 mm com lâmpada de 3 mil wats de potência garantirão à platéia a qualidade encontrada nos principais cinemas do Brasil.
O Governo do Estado, por meio da Fundarpe, oficializou, no ano passado, a adoção do Cine São Luiz. A locação da sala de exibição, referência histórica na formação cinematográfica de Pernambuco está inserida no projeto Estações Culturais, que pretende consolidar em cada uma das 12 Regiões de Desenvolvimento do Estado um centro de referência cultural.
O contrato especial de locação do cinema foi assinado por Luciana Azevedo, e por representantes do Grupo Severiano Ribeiro, proprietários do imóvel. O documento garante ao Governo do Estado a utilização do imóvel durante cinco anos, ao custo de R$ 20 mil por mês.
HISTÓRICO DO CINEMA SÃO LUIZ
Inaugurado no dia 6 de setembro de 1952 e situado às margens do Rio Capibaribe e na cabeceira da mais moderna ponte da cidade à época, a Ponte Duarte Coelho, o São Luiz tornou-se um dos mais emblemáticos cinemas do Recife, prezando por essa arte em sua concepção clássica, com exibição em cine-teatro. Hoje, o Cinema São Luiz é o de mais rica concepção artística e arquitetônica do Recife e um dos últimos cinemas de rua do país.
De propriedade do Grupo Severiano Ribeiro, depois de mais de 50 anos de funcionamento, em 2006, o cinema fechou suas portas. Em 2008, o prédio foi tombado pelo Governo do Estado que, através da Fundarpe, assinou um termo de comodato para utilização do espaço por cinco anos.
O São Luiz será prioritariamente um espaço de exibição da produção audiovisual nacional e pernambucana, a preços populares e sessões com horários sensíveis às demandas do grande público.
A sala de exibição com capacidade para 900 pessoas funcionará como cine-escola durante a semana no período da manhã e tarde. Nessa ação, voltada inicialmente para alunos de escolas públicas, a linguagem audiovisual será instrumento de reflexão e formação crítica e cidadã. Pretende-se também, a partir da reabertura do espaço, prevista para o segundo semestre de 2009, incluir Recife nos circuitos internacionais de grandes mostras e festivais.
Fundarpe revitaliza três cinemas no Interior do Estado
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PENC
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Eng. Eletrônico, Comunicador Popular, Músico nas horas vagas
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Com investimento de R$ 1,2 milhão, a mais tradicional sala do Estado receberá, além de filmes, atividades de formação para estudantes. Inauguração será em dezembro
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Guilherme Almeida
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Alan Tygel




