Descrição
No último fim de semana do 19° Festival de Inverno de Garanhuns as diversas atividades artísticas e culturais chegam à sua reta final. Sendo assim, é hora das oficinas de capacitação oferecidas a cerca de 600 pessoas mostrarem os seus resultados.
Ao todo, foram 26 oficinas distribuídas pela zona urbana da cidade e também na Comunidade Quilombola do Castainho. Com temas variados, os cursos proporcionaram atividades educacionais para o público do FIG que freqüentou as aulas. Para comemorar o fim das atividades, foram apresentados hoje à tarde, no Palco de Cultura Popular, os resultados de alguns dos trabalhos.
A turma da oficina Som da Pele, formada por deficientes auditivos de Garanhuns e São Bento do Una, foi a primeira a se apresentar. Nas aulas ministradas pelo facilitador Batman, os alunos foram iniciados no exercício de fazer música através da vibração dos instrumentos. Vencedor do prêmio Interações Estéticas 2008, o projeto Som da Pele apresentou um trabalho que cativou o público que assistiu à apresentação. Feliz com o resultado, o intérprete de libras, Adriano Silva, lembrou: “O limite só existe nos ouvidos de quem ouve. Nas mãos de quem toca, não”.
Além da música, a dança também teve seus momentos no palco da Avenida Santo Antônio. O grupo liderado pelo Mestre Aguinaldo mostrou aos presentes tudo o que aprendeu sobre o Cavalo Marinho, folguedo típico da Zona da Mata. “Já estive em Garanhuns outras vezes, mas essa foi a minha primeira oficina. A experiência foi tão boa que até já convidei todos os alunos para dançar uma sambada na minha cidade, Condado, no fim do ano”, comemora o professor.
Já os oficineiros do curso Educando em Cordel fizeram uso da poesia tipicamente nordestina para mostrar o que aprenderam. A professora Lucineide Silva foi uma das alunas e achou a oficina ministrada pelos professores José Paulo e Edgar Ferreira uma atividade das mais proveitosas. “A experiência foi muito rica! Conheci uma nova forma de vivenciar literatura e aprender utilizando a cultura do Nordeste”. E foi também com a técnica recém aprendida do cordel que ela rimou sua satisfação: “Educando pede bis, querendo continuar. Vendo Paulo e Edgar sou uma eterna aprendiz”.
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Natália Dantas
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