Miniatura

Descrição
Tudo era apenas uma Teia. Mas foi crescendo, crescendo e absorvendo e hoje é uma grande Teia. Pensada para 1.200 pessoas, já chegou em 2.000. Põe mais um grupo ai! Não, aqueles são indispensáveis! E a cada dia foi crescendo e hoje é uma big Teia. Mas como a física explica, a cada um que entra, é mais uma reformatação da infra e dos espaços.
Mas é assim que caminham os pontos de cultura, unidos pelo mesmo sonho: a revolução pela via da cultura. Utopia? Não existe uma mais real que esta, conduzida por um bando de poetas loucos de caras que se reúnem em praças, botecos e favelas levantando escoras da revolução.
A Teia tá armada. Foi construída por centenas de mãos, corações e mentes numa rede horizontal. Problemas? Como em todos os grandes eventos. Mas como um grande software livre colaborativo, foram sendo resolvidos com tanta agilidade que nem chegaram a incomodar.
Chico Simões, que fez o informe inicial da reunião da Comissão, disse que aprendeu muito com a organização da Teia 2008. Naquele momento era um misto de revolucionário, poeta e executivo. Lembrou que o momento político que atravessamos interferiu no resultado. Há uma crise mundial que influiu no preço das passagens; houve uma mudança de Ministro da Cultura (saiu Gilberto Gil e entrou Juca Ferreira). E isso faz com que a Teia entre pra história como mais um marco de transformação social.
A Comissão Nacional de Pontos de Cultura - CNPC (sociedade civil) se reuniu pela terceira vez. Não confundir com a SPPC (nossa parceira governamental). O foco principal dessa reunião foi, obviamente, a realização do II Fórum Nacional de Pontos de Cultura. É dele que a Comissão saiu; e é para ele que a Comissão deve se voltar. O informe apresentado por Santini posicionou os membros presentes (vinte e quatro na última contagem que fiz) sobre o estado da arte. Foram 19 encontros estaduais protagonizados, na sua maioria, pelas redes estaduais. Na Teia anterior foram só nove. Outras redes estão sendo articuladas para esse caldeirão da cultura viva brasileira.
A esquerda encontrou uma trilha no governo Lula e está abrindo a maior cultvia que o Brasil já viu. É uma via de diversas mãos, mentes e corações. Por ela circulam idéias, compartilhamento de ações, reconquista dos saberes amortecidos na mente viva do povo. Nessa cultvia circula a paixão pela revolução! É a cultura viva e pulsante.
Deliberamos sobre a programação, regimento interno e sobre a torre de babel que deverão ser os grupos de trabalho. Após propostas de junções e fusões de grupos temáticos, chegamos à conclusão que não devemos sofrer por antecipação. Quem vai apontar o rumo das fusões ou mesmo desmembramentos são os delegados ao optarem em que grupos vão ficar. Já imaginou o cenário de metade dos delegados da TEIA optarem por um mesmo grupo? Seria uma bela e boa confusão. Enquanto Santini se esforçava com toda a sua habilidade de um jovem sinaleiro dessa imensa cultvia para que tudo desse certo, regredi em meu pensamento para a primeira reunião da Comissão, realizada no Rio de Janeiro.
Durante quatro dias, em três espaços diferentes, debatemos o que seria essa Comissão. Confesso que estou surpreso com o a amadurecimento atual da Comissão. Em uma única manhã deliberamos sobre tantos assuntos que até deixou a tarde livre pra maioria de seus membros. Há um ano atrás, levaríamos uma semana pra discutir tanto assunto. Isso demonstra que estamos no caminho certo. Ou melhor, na via certa!
Brasília, 11 de novembro de 2008.
Nilton Silva
Sistema de Origem
Autor/a
Descrição
O Projeto Ponto de Cultura Ananin é uma forma e um instrumento de potencialização da cultura local, que incentiva e estimula a prática do empreendedorismo e o protagonismo da comunidade.
A estratégia para sua consolidação é o desenvolvimento local integrado e sustentável, fundamentado no fazer da própria comunidade. Este privilegia várias ações, formatadas em diversas oficinas e eventos, num período de dois anos e meio.
Os objetivos do Ponto de Cultura Ananin são:
Desenvolver processos de produção e disseminação cultural; fazer inclusão social e digital; valorizar e resgatar expressões culturais populares locais; promover educação ambiental e popular; defender a vida, a cidadania e a preservação ambiental.
Entre as atividades e ações do Ponto de Cultura Ananin, destacamos as seguintes oficinas:
Inclusão Digital; Elaboração de Projetos; Captação de Recursos; Campanha e Ações Mobilizadoras; Comunicação Comunitária; Fundação e Gestão de OSCIP; Empreendedorismo Comunitário; Teatro; audiovisual; Serigrafia; Dança; Grafitagem; Interpretação do patrimônio artístico, cultural e natural.




